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Economia inglesa cresce 0,5% após Brexit

Valor ficou acima das expectativas, que apontavam para um crescimento de apenas 0,3%. Sector dos serviços impulsionou a expansão, à custa do crescimento das receitas de cinema

A economia do Reino Unido cresceu 0,5% no terceiro trimestre de 2016 e que corresponde ao primeiro período de análise pós-Brexit. Apesar do valor modesto, as expetativas foram superadas e a economia cresceu mais depressa do que o esperado, já que os analistas previam um crescimento não superior a 0,3% entre julho e setembro.

Mesmo assim, o desempenho da economia inglesa ficou aquém do registado no mesmo período do ano passado, quando o crescimento foi de 0,7%.

"Não existem grandes evidências de um efeito pronunciado no rescaldo votação", comunicou um economista do instituto de estatística do Reino Unido, referindo-se ao referendo que ocorreu a 23 de junho e em que 51,9% dos britânicos votaram pela saída do Reino Unido da UE.

De acordo com os dados divulgados pelo gabinete de estatística, o crescimento de 0,5% da economia inglesa no terceiro trimestre de 2016 foi sobretudo estimulada pela boa performance do sector dos Serviços, que cresceu 0,8%. Segundo a Bloomerg, este sector foi beneficiado pelo forte crescimento das receitas de cinemas, sobretudo aquando das estreias dos filmes "Jason Bourne" e "Star Trek". Os Transportes, a logística e as comunicações foram outras áreas que denotaram bom desempenhos.

Phillip Hammond, ministro das Finanças do Reino Unido, reagiu ao anúncio das estatísticas dizendo que "os pilares da economia do Reino Unido são fortes e os dados de hoje mostram que a economia é resiliente".

Segundo a Bloomberg, os efeitos dos Brexit ainda vão demorar a ter impacto na economia. As previsões dos economistas apontam para uma expansão de 1% no produto interno bruto inglês em 2017. Todavia, antes do referendo, as estimativas apontavam um crescimento de 2%.

Para o economista e correspondente da BBC, Jonty Bloom, estes são números que podem ter duas leituras. Uma mais encorajadora, outra mais desanimadora. Para os apoiantes do Brexit serão, certamente, valores que mostram que, afinal, a vitória da saída da União Europeia (UE) não causou a hecatombe anunciada. Pelo contrário, para quem apoiou a permanência do Reino Unido na UE, são a prova de que a economia continua estagnada e que o pior ainda está para vir.