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Lucros do BPI crescem 21,2% para 182,9 milhões

O resultado líquido da actividade doméstica do BPI no período de janeiro a setembro de 2016 foi de 57.5 milhões de euros, o que corresponde a um crescimento de 48% relativamente ao resultado de 38.9 milhões registado no período homólogo de 2015

O BPI registou um lucro líquido consolidado 182,9 milhões de euros, entre janeiro e setembro de 2016, o que corresponde a um aumento de 21.2% em relação ao período homólogo de 2015.

Os ganhos do banco liderado por Fernando Ulrich revelam uma melhoria da margem financeira de 12,6%, tendo a margem financeira doméstica subido para 15,4%. O custo do risco de crédito diminuiu de 0,54% para 0,22%.

Os recursos de clientes no balanço decresceu 2,6% influenciado pelo decréscimo dos depósitos a prazo que caíram até setembro 8,5%.

Já os depósitos à ordem cresceram 22%, o que teve por base a descida das remunerações nos depósitos. Já no que toca à concessão de crédito existem sinais de inversão na tendência de descida já que, face a setembro de 2015, a diminuição foi marginal 0,5%.

Os maiores aumentos na concessão de crédito foram destinados a empresários e negócios (9,6%) seguido do crédito concedido a grandes e médias empresas, que subiu 8,7%.

O produto bancário na atividade doméstica também registou melhorias com um aumento de 3% em relação a setembro de 2015.

As imparidades para crédito diminuíram 53.6 milhões de euros, de 90.4 milhões, em Setembro de 2015, para 36.9 milhões, em Setembro de 2016.

O indicador de imparidades para crédito em percentagem do saldo médio da carteira de crédito, em termos anualizados, situou-se em 0.22% em setembro de 2016 (0.53% em Setembro de 2015).

Por outro lado recuperaram-se 10.6 milhões de euros de crédito e juros vencidos anteriormente abatidos ao activo no período de janeiro a setembro de 2016, pelo que as imparidades após dedução das recuperações acima referidas ascenderam a 26.3 M.milhões (77.7 milhões no período homólogo de 2015), o que representa 0.16% da carteira de crédito em termos anualizados (0.45% no período homólogo de 2015).

Os custos de estrutura no BPI aumentaram 1,8% por cento muito influenciados pela fatura paga com reformas antecipadas. De dezembro de 2015 a setembro de 2016 saíram 142 trabalhadores, devendo sair até dezembro mais 242.

BFA contribui com 121,9 milhões para o BPI

O lucro da atividade internacional aumentou 11,9%. Até setembro de 2016 os lucros com as operações no exterior, fundamentalmente a participação de 50,1% em Angola e os 30% em Moçambique, ascenderam a 125,4 milhões de euros. Deste ganho a maior fatia vem do BFA - 121,9 milhões.

Com a venda de 2% do BFA à Unitel, o BPI vai continuar, diz Ulrich, a receber a contribuição do banco para os lucros mas deixa de ter o controlo da gestão, como exigido pelo Banco Central Europeu.

O acordo de venda está firmado mas os acionistas do BPI terão de o aprovar em Assembleia Geral, o que deverá acontecer na segunda quinzena de novembro. Depois faltam as aprovações de autoridades como o BCE e o Banco Nacional de Angola.