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Agência DBRS considera urgente acelerar limpeza do crédito malparado dos bancos

Entre os principais desafios dos bancos portugueses estão - segundo a DBRS - os baixos níveis de capital e elevados níveis de crédito problemático (vencido ou em risco), o que se agrava perante as fracas perspetivas económicas do país.

A agência de 'rating' DBRS considera que é necessário acelerar a limpeza do crédito malparado do balanço dos bancos portugueses para os ajudar a serem mais rentáveis, outro problema com que estes se confrontam.

Em conferência telefónica hoje com jornalistas e analistas, os responsáveis da DBRS pela análise do sistema bancário consideraram que entre os principais desafios dos bancos portugueses estão os baixos níveis de capital e elevados níveis de crédito problemático (vencido ou em risco), o que se agrava perante as fracas perspetivas económicas do país.

"Desde o pico, em dezembro de 2014, a situação está melhor. Mas o ‘stock’ de crédito malparado continua alto, tem de ser acelerada a limpeza dos balanços para ajudar os bancos a serem mais rentáveis", afirmou a analista da DBRS, considerando também que o facto de os bancos "não estarem suficientemente capitalizados dificulta a limpeza" dos balanços.

A criação de um veículo para retirar crédito malparado do balanço dos bancos portugueses tem sido definida como uma das prioridades do Governo para o setor financeiro, apesar de vários presidentes de bancos reiterarem que não é necessário.

De acordo com a informação avançada pela imprensa, o Governo tem mantido contactos com diversas entidades para desenhar um modelo para este ‘bad bank’ (‘banco mau’) que poderá sobretudo ajudar BCP, Novo Banco e Montepio.

Quanto à solvabilidade, a DBRS considera que, apesar de os bancos cumprirem os requisitos mínimos, os níveis de capital ainda são relativamente baixos face aos congéneres europeus, mas destaca o esforço que as instituições de crédito que operam em Portugal têm feito para "aumentar os níveis de capital", como o BCP ou o plano recentemente acordado de recapitalização da Caixa Geral de Depósitos (CGD).

O setor bancário português é concentrado em três instituições de crédito, CGD, BCP e Novo Banco, tendo ainda uma dimensão importante os bancos BPI e Santander Totta.