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Impresa regista prejuízos de 585 mil euros até setembro com custos de reestruturação

Grupo detentor da SIC e do Expresso diz que, "apesar das perdas registadas" no terceiro trimestre, "as expetativas para o quarto trimestre permitem antever para o grupo Impresa obter resultados líquidos em 2016 em linha com o valor do ano transato".

Lusa

A Impresa registou prejuízos de 585 mil euros até setembro, resultados "penalizados pelos custos de reestruturação" e que comparam com um lucro de 1,1 milhões de euros em igual período de 2015, anunciou esta terça-feira a dona da SIC e do Expresso.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Impresa adianta que nos primeiros nove meses do ano o resultado líquido foi negativo, afetado "pelos custos de reestruturação, de cerca de um milhão de euros".

No terceiro trimestre, o grupo registou prejuízos de 1,8 milhões de euros, o que compara com um lucro de 416 mil euros no período homólogo.

Entre janeiro e setembro, as receitas consolidadas recuaram 8,9% para 149,8 milhões de euros, e no terceiro trimestre atingiram 45,3 milhões de euros, uma quebra de 14,5% face ao ano anterior.

"Com a evolução negativa das receitas, apesar da boa performance ao nível de custos", refere a Imprensa, o EBITDA [resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações] consolidado no terceiro trimestre atingiu os 266 mil euros, uma quebra de 93,3%.

"Até final de setembro de 2016, o EBITDA apurado atingiu 8,7 milhões de euros, uma descida de 38,6%, tendo o EBITDA ajustado dos custos de reestruturação, alcançado 9,7 milhões de euros, uma redução de 32%", refere o grupo liderado por Francisco Pinto Balsemão.

Nos primeiros nove meses do ano, as receitas de televisão recuaram 7,7% para 113,6 milhões de euros, as de publishing diminuíram 12,5% (para 35,3 milhões de euros) e as de InfoPortugal & Outras registaram uma quebra de 7,8% (1,3 milhões de euros), enquanto as relativas à Intersegmentos melhoraram para 444 mil euros negativos.

As receitas de publicidade na SIC recuaram 0,3% no acumulado até setembro para 66,7 milhões de euros, as relativas à subscrição de canais diminuíram 14% para 32,5 milhões de euros e as de multimédia desceram 26,3% para 10,9 milhões de euros.

As outras receitas da SIC diminuíram 2,9% para 3,3 milhões de euros.

"A SIC terminou o terceiro trimestre com receitas totais de 33,4 milhões de euros, o que representou uma redução de 15,5%", adiantou a Impresa, salientando que entre julho e setembro as receitas de publicidade "obtiveram um desempenho negativo, descendo 8,3% para 19,3 milhões de euros".

"O Euro 2016, que não foi transmitido pela estação, e a quebra de audiências nos meses de verão, contribuíram para esta quebra de receitas", explicou a Impresa.

O EBITDA da SIC diminuiu 21,7% para 11,2 milhões de euros e os custos operacionais recuaram 5,9% para 102,3 milhões de euros.

"No terceiro trimestre de 2016, os resultados financeiros negativos foram de 1,6 milhões de euros, uma redução de 25,5%, relativamente aos 2,2 milhões de euros registados no mesmo trimestre de 2015. Os bons resultados obtidos resultam, principalmente, da negociação de redução das taxas de juro", adiantou.

"Em simultâneo, registou-se, também, uma diminuição das perdas cambiais na ordem dos 2,7 milhões de euros, até final de setembro de 2016. No entanto, em sentido contrário, os resultados com as empresas participadas foram negativos em 0,46 milhões de euros, afetados pelas perdas na Lusa. No acumulado a setembro de 2016, os resultados financeiros registaram uma redução de 34,4% para seis milhões de euros", acrescentou o grupo.

Na área do publishing, as receitas de publicidade diminuíram 16,2% nos primeiros nove meses do ano (para 15,2 milhões de euros), as de circulação recuaram 7,6% (17,3 milhões de euros) e as de produtos associados registaram uma quebra de 22,5% para 1,6 milhões de euros.

Os custos operacionais nesta área diminuíram 7,4% para 35,2 milhões de euros e o EBITDA deslizou 95,4% para 107 mil euros.

No terceiro trimestre, "registou-se uma quebra geral nas receitas de circulação, de 7,8%, face ao trimestre homólogo de 2015", adiantou a Impresa, salientando que "as maiores reduções ocorreram nas publicações das áreas de sociedade feminina e televisão. Esta descida foi atenuada, em parte, pela subida de 14,3% nas receitas com assinaturas, em papel e digital".

As receitas digitais de circulação representavam 5,4% do total no final de setembro último.

"É ainda de se destacar nesta área o Expresso Diário, uma vez que conseguiu atingir o número médio de 22.700 compradores, entre assinantes e vendas digitais, o que representou cerca de 23% das vendas totais do jornal, até final de setembro".

O grupo referiu que "apesar das perdas registadas" no terceiro trimestre, "as expetativas para o quarto trimestre permitem antever para o grupo Impresa obter resultados líquidos em 2016 em linha com o valor do ano transato".

Além disso, "está também a ser elaborado um plano estratégico para o triénio 2017-2019, que orientará a atividade e balizará os objetivos da Impresa a médio prazo", concluiu o grupo.