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Empresas exportadoras reduzem exposição a um só país

Grau de dependência das empresas exportadoras face a um só mercado reduziu entre 2010 e 2015, refere esta terça-feira o Instituto Nacional de Estatística. Ainda assim, quase 70% das empresas portuguesas continua a exportar para apenas um país

Entre 2010 e 2015, a percentagem de empresas que exportaram apenas para um mercado, ou pelo menos 50% das suas exportações, diminuiu, “indiciando uma redução da dependência das empresas exportadoras de bens face a apenas um mercado”, informa esta terça-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE).

“Tanto nas exportações como nas importações de bens evidencia-se uma significativa concentração do valor transacionado num número reduzido de empresas”, nota o INE. A maior parte das empresas transacionou bens com apenas um país: 69,7% das empresas exportadoras e 86,9% das empresas importadoras. Todavia, as empresas com maior diversificação de mercados (empresas com parceiros em pelo menos 20 mercados) foram responsáveis por uma parte significativa das transações: 43,8% nas exportações e 26,6% nas importações. Comparativamente com 2010, reduziu-se o grau de exposição das empresas nos mercados de exportação e aumentou nos mercados fornecedores.

Tal evolução “poderá traduzir uma maior aposta por parte das empresas na diversificação de mercados, em resposta à crise global do comércio internacional verificada em 2009 e a crises específicas em alguns mercados relevantes, como foi o caso de Angola”, adianta o INE.

Em 2015, as 100 maiores empresas exportadoras concentraram perto de 44% das exportações e as 100 maiores empresas importadoras representaram cerca de 39% das importações.

Nas exportações de bens evidencia-se uma significativa concentração do valor transacionado num número reduzido de empresas. Só as cinco maiores concentraram 15,9% do valor transacionado em 2015 (16,0% em 2014), com uma elevada concentração em três mercados - Alemanha, Espanha e Estados Unidos – que representaram quase 50% das suas exportações.

Do lado das importações, as cinco principais empresas importadoras de bens foram responsáveis por 14,3% do valor transacionado (-3,3 pontos percentuais face a 2014), tendo como principais fornecedores Espanha (peso de 14,3%), Angola (13,3%) e Alemanha (11,0%). “Em relação ao ano passado, destaca-se a descida de Angola de maior fornecedor em 2014 (peso de 15,7%) para segundo em 2015”, sublinha o INE.