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Balsemão: “Assustar os investidores não é o melhor caminho que o país pode seguir”

Luís Barra

“O caminho da prosperidade não pode ser alcançado se insistirmos nos erros do passado. É preciso transformar o país, as pessoas e as mentalidades”, afirmou o fundador da Impresa na abertura da conferência Portugal em Exame

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

O presidente não-executivo da Impresa, Francisco Pinto Balsemão, manifestou esta quinta-feira a sua preocupação com o estado do país. "É preciso garantir um bom ambiente empresarial e sindical para que as empresas possam criar riqueza. Assustar os investidores nacionais e internacionais não é com certeza o melhor caminho que o país pode seguir", declarou na abertura da conferência Portugal em Exame.

O chairman da Impresa, proprietária do Expresso e da revista Exame, defendeu que o país precisa de estabelecer objetivos realistas mas exigentes, depois de vários anos de divergência face ao crescimento médio da Europa.

"Continuamos infelizmente a marcar passo no caminho que nos vai permitir recuperar o tempo perdido. Decorridos estes 16 anos do novo século podemos afirmar que a receita do passado não funcionou", notou Balsemão.

"O caminho da prosperidade não pode ser alcançado se insistirmos nos erros do passado. É preciso transformar o país, as pessoas e as mentalidades. Nós vamos continuar a divergir da Europa. Não podemos resignar-nos a este destino. Cabe a cada um de nós contribuir para inverter esta tendência", apelou Francisco Pinto Balsemão.

Também na abertura da conferência da Exame, o presidente-executivo do Banco Popular, Carlos Álvares, defendeu a necessidade de um entendimento político de longo prazo em Portugal.

"Precisávamos de simplificar as leis de a a z. Com leis mais fáceis teríamos um melhor funcionamento da justiça, um acelerar dos licenciamentos. Precisamos mesmo de reduzir a burocracia. Precisamos de uma política fiscal mais previsível. E manter politicas viradas para a criação de riqueza para podermos distribuir melhor", advogou o banqueiro.

E, acrescentou o gestor, "é fundamental que as empresas estejam mais capitalizadas, para que os bancos possam conceder os seus apoios".