Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Supermercados dizem que novo imposto sobre património vai aumentar preços ao consumidor

  • 333

Tiago Miranda

Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) diz que novo imposto sobre o património imobiliário é “mais um imposto sobre a Distribuição”, que custará 20 milhões de euros por ano ao sector e que “terá repercussões no consumidor”

A Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) criticou esta terça-feira o novo imposto sobre o património imobiliário elevado, que o Governo incluiu no Orçamento do Estado para 2017 e que prevê a aplicação de uma taxa anual de 0,3% sobre o imobiliário de valor patrimonial superior a 600 mil euros.

Em comunicado enviado às redações, a APED "contesta a criação de mais um imposto sobre a Distribuição" e argumenta que "o adicional ao imposto municipal sobre imóveis é, na prática, um novo imposto aplicado à Distribuição". A associação estima que esta medida "deverá ter um impacto de 20 milhões de euros" no sector e garante que "terá repercussões no consumidor". Ou seja, poderá provocar um aumento de preços para acomodar esta nova despesa das cadeias de supermercado e hipermercado atingidas pela nova taxa.

Defendendo que o sector da grande distribuição "mesmo nos tempos em que Portugal esteve sob assistência financeira nunca deixou de investir, promover o emprego e apresentar propostas de valor para o consumidor", a APED lamenta que esta nova proposta venha "somar a outras medidas fiscais que nos últimos seis anos têm afetado gravemente a competitividade do setor".

No mesmo comunicado, Ana Isabel Trigo Morais, diretora-geral da APED, defende que a proposta do Governo é "discriminatória para o comércio e serviços". "A APED espera que esta discriminação venha a ser corrigida em sede parlamentar, no debate na especialidade do Orçamento”, apela.