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Costa disponível para criar medidas que atraiam PME para a Bolsa

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O primeiro-ministro, António Costa (C), acompanhado pela presidente da Euronext Lisbon, Maria João Carioca (D), e pelo chefe do Estado Maior da Armada, almirante Luis Macieira Fragoso (E), na 3.ª edição da Conferência “Via Bolsa - Financiamento Através do Mercado de Capitais”, promovida pela Euronext Lisbon e realizada na Escola Naval do Alfeite, Almada.

RUI MINDERICO

O primeiro-ministro assegura que o Governo está empenhado em dinamizar o mercado de capitais como alternativa de financiamento e salienta a criação de instrumentos que permitem tornar as pequenas e médias empresas elegíveis para carteiras de fundos de investimento e de pensões

Com o mercado de capitais a revelar-se uma alternativa residual para o financiamento das empresas, António Costa esteve esta manhã na abertura do evento organizado pela Euronext Lisboa, designado por Via Bolsa, subordinado ao tema "Financiamento através do mercado de capitais", para dizer que o Governo está disponível para estudar e apoiar a criação de medidas que estimulem o acesso das empresas ao mercado.

"Estamos a trabalhar com duas iniciativas. Uma delas passa pela criação de certificados de curto prazo para pequenas e médias empresas (PME) que lhes permita serem elegíveis para as carteira de fundos de investimento harmonizado se fundos de pensões. Outra é a criação da figura de empresas de fomento da economia, sociedades que possam investir no capital de empresas de dimensão reduzida", adiantou António Costa, perante uma plateia de empresários, gestores e altas patentes da Marinha, uma vez que o encontro decorre na Escola Naval, no Alfeite.

Estas medidas enquadram-se no âmbito do Programa Nacional de Reformas, onde um dos seis pilares é capitalizar as empresas, sublinhou o primeiro-ministro. E fazem parte de um pacote de medidas de estímulo ao mercado de capitais, desenvolvidas com o apoio da Estrutura de Missão para a Capitalização de Empresas. Entre as medidas em estudo está também o crédito fiscal para investimentos acima dos 5 milhões de euros ou o alargamento dos benefícios fiscais para investimentos acima dos 10 milhões de euros para o investimento direto estrangeiro.

António Costa defendeu ainda que visando o reforço das alternativas de financiamento para as empresas é necessário melhorar os custos regulatórios.

O primeiro-ministro reconheceu que as empresas portuguesas têm tido dificuldades de acesso a financiamento e defendeu que é importante para melhorar essa situação que se eliminem as dúvidas sobre a saúde das finanças públicas portuguesas, até porque acrescentou não faz sentido que existam, tendo em conta que o país irá apresentar este ano um défice abaixo dos 3%. António Costa afirmou ainda que o Governo está a fazer tudo para que a banca portuguesa tenha um balanço sólido, capaz de financiar a economia.

Atualizado às 11h42