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Carioca quer sector Imobiliário listado na bolsa de Lisboa

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A presidente da Euronext Lisbon, Maria João Carioca, discursa durante a 3.ª edição da Conferência “Via Bolsa - Financiamento Através do Mercado de Capitais”

RUI MINDERICO/LUSA

Para já não passa de um desejo da presidente da Euronext Lisboa, Maria João Carioca, mas em breve poderá haver ativos do sector imobiliário listados na bolsa de Lisboa

Há em alguns mercados de capitais ferramentas que permitem listar em bolsa ativos na área do sector imobiliário, e Maria João Carioca, presidente da Euronext Lisboa, tem esperança que isso seja uma realidade em breve na praça lisboeta, até porque há abertura do Governo nesse sentido. "Tratam-se de instrumentos que permitir cotar mais facilmente e trazer para o mercado ativos do setor imobiliário, com características que os tornam mais líquidos. Para já estamos em desvantagem face ao exterior nesta matéria", disse ao Expresso Maria João Carioca, durante o terceiro encontro chamado Via Bolsa, cujo objetivo é aproximar a bolsa das empresas e atraí-las para o mercado, e que se realizou desta vez na Escola Naval, no Alfeite.

Durante a manhã, o primeiro ministro, António Costa, orador no evento, tinha dado indicação de que o Governo estava a estudar medidas de incentivo ao mercado de capitais que passavam também pelo imobiliário. "A primeira etapa para que este instrumento para o mercado imobiliário seja criado é estar consagrado legislativamente. E tivemos hoje sinais de que é uma matéria que está em cima da mesa do primeiro-ministro", afirmou a presidente da Euronext Lisboa. E admitiu: "Gostava que estivesse pronta até à lei orçamental estar fechada ou então até ao início do ano".

Maria João Carioca defendeu junto da plateia de empresários, gestores, advogados e representantes da banca de investimento que o mercado de capitais é uma ferramenta extraordinária para as empresas acederem a financiamento e crescerem, e sublinhou que há imensas empresas portuguesas de pequena e média dimensão preparadas para entrar em bolsa, nomeadamente as exportadoras. Este ano, adiantou, foram levantadas por pequenas e médias empresas nas quatro bolsas da Euronext 1,4 mil milhões de euros em ofertas públicas de iniciais (IPO). E nenhuma delas foi portuguesa, lamentou.

A expectativa de Maria João Carioca é que até ao primeiro semestre de 2017 haja uma nova estreia na bolsa portuguesa.