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Cotadas mas pouco (ou quase nada) desejadas

As empresas mais penalizadas na Bolsa são as que estão mais expostas ao mercado português

Nuno Fox

Negociação na Euronext Lisboa está em queda livre. Volume diário caiu 35% face a 2015 e está em metade do que era há dois anos

Há quatro anos que não se via algo assim. A Bolsa portuguesa tem vindo a perder cada vez mais investidores. Nos últimos três meses, o cenário foi de completa apatia, tal a quebra de negócios. O volume médio diário desde julho até agora caiu para €70 milhões. Está abaixo dos €77 milhões de média diária de negócios registados em 2012, em pleno resgate do país. A perda de liquidez é nítida. São menos 35% do que no ano passado e cerca de metade de há dois anos.

As cotadas mais penalizadas em volume negociado e queda de cotação são as que estão mais expostas à economia portuguesa. Mas as exportadoras, como a Altri e a Navigator, também não escapam à razia que se tem verificado no mercado. E, claro, os bancos continuam a viver num autêntico inferno nos mercados, com o recente agudizar da crise no Deutsche Bank a deitar ainda mais achas na fogueira em que tem ardido a banca europeia.

O contexto internacional não ajuda, com revisão em baixa do crescimento económico tanto a nível europeu como mundial. E com a perspetiva de um abrandamento ou mesmo inversão dos programas de estímulo dos bancos centrais, o que penaliza os ativos de maior risco, como as ações.

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