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CDS-PP critica proposta de "instabilidade e aumento de impostos"

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ANDRÉ KOSTERS / LUSA

"A instabilidade e aumento de impostos é visível ao longo de toda a proposta, nos muitos impostos que são mexidos, na esmagadora maioria dos casos para que haja aumentos. O próprio Governo reconhece no documento que, no balanço das novas medidas fiscais que introduz, os portugueses vão pagar mais 143 milhões de euros", afirmou a vice-presidente do CDS-PP

A vice-presidente do CDS-PP, Cecília Meireles, defendeu esta sexta-feira que a proposta de Orçamento do Estado para 2017 entregue no parlamento é caracterizada pela "instabilidade e aumento de impostos" e pelo "incumprimento de promessas".

A dirigente e deputada centrista afirmou que os "incumprimentos de promessas são patentes na não-extinção da sobretaxa e na sua manutenção em 2017 e também "na opção inacreditável do Governo de deixar de fora da atualização extraordinária as pensões mais baixas das mais baixas, as pensões mínimas, sociais e rurais".

Cecília Meireles argumentou ainda que a proposta de OE demonstra que "o modelo económico" defendido pelo Governo falhou: "Todas aquelas intenções que ouvíamos de que finalmente agora é que a economia ia crescer a sério, falharam e falharam rotundamente".

"O Governo reconhece com a revisão em baixa do crescimento que o seu modelo e as suas políticas falharam, e não apenas nos números, porque estes números têm consequências no emprego de amanhã, nas empresas e nos seus trabalhadores do presente", sustentou.

O Governo apresentou hoje a proposta de Orçamento do Estado de 2017 que prevê um crescimento económico de 1,5%, um défice de 1,6% do PIB, uma inflação de 1,5% e uma taxa de desemprego de 10,3%.

Para este ano, o executivo liderado por António Costa piorou as estimativas, esperando agora um crescimento económico de 1,2% e um défice orçamental de 2,4% do PIB.