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Pagamentos antecipados ao FMI caem a pique

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O processo de pagamento parcial antecipado do empréstimo do FMI vai cair de €8,4 mil milhões em 2015 para €2 mil milhões em 2016 e €1,5 mil milhões em 2017

Jorge Nascimento Rodrigues

Os pagamentos antecipados ao Fundo Monetário Internacional (FMI) caem para um total de 3,5 mil milhões de euros no conjunto de 2016 e 2017, depois de uma previsão inicial de 8,6 mil milhões de euros só no corrente ano, segundo o Orçamento de Estado (OE) para 2017 apresentado esta sexta-feira pelo ministro das Finanças Mário Centeno. Segundo as amortizações previstas nos quadros de composição do financiamento do Estado em 2016 e 2017, divulgados no relatório do OE, a amortização antecipada ao FMI em 2016 é de 1972 milhões de euros e a prevista para 2017 é de 1501 milhões de euros.

"Espera-se, ainda, prosseguir [em 2017] o processo de pagamento parcial antecipado do empréstimo ao FMI, antevendo-se uma amortização no valor aproximadamente de 1,5 mil milhões de euros", refere o documento.

Uma queda a pique dos 8,4 mil milhões antecipados em 2015, com duas amortizações em março e em junho. Em 2016, até à data, haviam sido amortizados antecipadamente cerca de 2 mil milhões de euros, e a Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) previa, em setembro, ainda vir a amortizar até final do ano mais 4 mil milhões de euros. Inicialmente a previsão para 2016 era de antecipar 8,6 mil milhões de euros. Na realidade, é executado 23% do inicialmente planeado em cheques em 2016 para a organização chefiada por Christine Lagarde.

A previsão de pagamento antecipado ao FMI de mais 4 mil milhões de euros ainda até final de 2016 viria a ser cancelada depois da necessidade de alocar financiamento ao futuro aumento de capital da Caixa Geral de Depósitos.

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