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PIB: Governo revê todo o cenário macro em baixa

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José Carlos Carvalho

PIB deve crescer 1,5%. Todos os motores de crescimento da economia portuguesa - consumo privado, consumo público, investimento e exportações - são cortados em 2017, quando se compara o Orçamento do Estado de 2017 com o Programa de Estabilidade apresentado em abril.

O cenário macro que baseia a proposta de Orçamento do Estado para 2017 é menos otimista que o apresentado há seis meses atrás no Programa de Estabilidade para 2016-2020:

Quanto ao produto interno bruto (PIB), o Governo prevê que a economia acelere de 1,2% em 2016 para 1,5% em 2017, quando em abril previa um crescimento de 1,8% ambos os anos.

O pior é o investimento. O Governo prevê uma queda de -0,7% em 2016 e um crescimento de 3,1% em 2017, quando em abril estimava uma subida de 4,9% para este ano e de 4,8% para o próximo.

Quanto ao consumo privado, prevê que o ritmo de crescimento dos gastos das famílias desacelere de 2% em 2016 para 1,5% em 2017, quando em abril previa 2,4% para este ano e 1,8% para o próximo.

Já no consumo público, está prevista uma queda maior dos gastos dos serviços públicos de +0,6% em 2016 para -1,2% em 2017, já que em abril a queda esperada era de +0,2% para -0,7%.

Quanto às exportações, o Governo prevê que as vendas de bens e serviços ao exterior acelerem de 3,1% em 2016 para 4,2% para 2017, quando em abril esperava uma subida de 4,3% para 4,9%.

A economia só não desacelera mais porque as importações - que fazem descer o PIB - também vão desacelerar. O Governo prevê que as exportações cresçam 3,2% em 2016 e 3,6% em 2017, quando em abril contava com subidas de 5,5% e 4,9%.

Ainda assim, o cenário macro do OE 2017 é mais otimista que o do Programa de estabilidade quanto ao mercado de trabalho. Em 2017, o emprego deverá crescer 1% e não apenas 0,7%.Já a taxa de desemprego deverá descer para 10,3% em vez de 10,9%.