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Almofada financeira para final de 2017 reduz-se ligeiramente

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O saldo de financiamento do Estado para os exercícios seguintes deverá situar-se no final do próximo ano em €3,7 mil milhões, ligeiramente abaixo dos €3,8 mil milhões previstos para o final de 2016

Jorge Nascimento Rodrigues

A almofada financeira de final do ano vai continuar a reduzir-se. A projeção do saldo de financiamento do Estado para exercícios seguintes no final de 2017 aponta para 3,73 mil milhões de euros, ligeiramente abaixo da previsão do saldo para o final de 2016, estimado em 3,79 mil milhões de euros, segundo o Orçamento de Estado para 2017 apresentado esta sexta-feira.

O saldo de financiamento tem vindo a reduzir-se desde o final do programa de resgate em junho de 2014. No final de 2014 era de 7 mil milhões e reduziu-se para 4,1 mil milhões no final de 2015.

Este saldo de financiamento do Estado difere do saldo de depósitos da Tesouraria Central que no final de 2014 era de 12,4 mil milhões de euros, tendo descido para 6,6 mil milhões de euros no final de 2015, e deverá subir para 8 mil milhões de euros no final de 2016, incluindo 1,5 mil milhões de euros relacionados com contas ligadas a derivados financeiros. O saldo de funcionamento do Estado não inclui outras fontes de financiamento para além do Orçamento, nomeadamente depósitos à ordem de outras entidades públicas na Tesouraria Central gerida pelo IGCP.

As necessidades de financiamento inerentes aos problemas no sector bancário implicaram um impacto de 2,3 mil milhões de euros na resolução aplicada ao Banif em 2015 (dos quais 489 milhões de euros de empréstimo ao Fundo de Resolução) e uma operação de capitalização da Caixa Geral de Depósitos num montante de 2,7 mil milhões de euros em 2016.