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Vinci insiste. Compra à Novabase negócio de infraestruturas por 38 milhões

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Conglomerado francês reforça investimento em Portugal. Ações da Novabase disparam 6%

A Novabase SGPS vai vender o negócio de Infraestruturas & Managed Services (IMS) à Vinci Energies por 38,4 milhões de euros. A operação aguarda as autorizações habituais e deverá estar concluída dentro de alguns meses, de acordo com o comunicado enviado esta quinta-feira à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

É o regresso do conglomerado Vinci, dono da ANA Aeroportos, às aquisições em Portugal, desta vez no segmento da tecnologia de comunicação e informação.

Ações disparam

Na sessão de hoje, as ações da Novabase dispararam e seguem a ganhar 6%, para 2,13 euros. Em bolsa, a Novabase vale 67 milhões de euros.

O negócio de IMS da Novabase resultara da compra de um departamento da General Electric, em 2003. Conta com 400 assalariados e gerou uma receita de 104 milhões de euros, em 2015.

A operação com a Vince Energies será feita através da venda das ações da sociedade Novabase IMS e de duas novas sociedades para as quais será transferido o negócio IMS presentemente desenvolvido pela Novabase Digital TV e pela Novabase Serviços.

Novabase reposiciona-se

A transação "é mais um passo no reposicionamento" que a Novabase tem vindo a fazer e permite à empresa tecnológica acelerar a internacionalização", justifica o presidente executivo Luís Paulo Salvado.

Esta operação reforça a presença em Portugal da francesa Vinci. O presidente da Novabase realça que “a Vinci Energies integra um dos maiores grupos empresariais mundiais e, através da sua marca Axians, está muito bem posicionada para continuar a proporcionar boas oportunidades de negócio e de desenvolvimento profissional" da atual equipa da IMS.

A marca da Vinci Energies para as tecnologias de informação fatura 1.700 milhões de euros e emprega 8.000 pessoas, em 15 países.

Segundo a Vinci Energies esta aquisição à Novabase "é a oportunidade para ampliar a cobertura geográfica na Europa e em África e reforçar o portefólio de soluções da Axians”.