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Petróleo. OPEP vai reunir-se com a Rússia para reduzir produção

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MIKHAIL MORDASOV/GETTY

Os produtores de petróleo voltam a reunir-se no fim de outubro, com a redução da produção na agenda

Os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e outros grandes produtores, liderados pela Rússia, voltam a reunir-se no fim do mês na procura de um acodo para reduzir a produção e impulsionar o preço.

Após o encontro desta quarta-feira, em Istambul, a OPEP anunciou para os dias 28 e 29 de outubro, uma nova reunião "técnica de alto nível", com outros países produtores que não pertencem ao cartel. O ministro da Energia do Qatar, Mohammed Salih Al Sada, explicou que a reunião se destina a definir "um ponto de equilíbrio para o mercado petrolífero" que seja benéfico para todos os agentes e para a economia mundial.

Estados Unidos de fora

A lista dos países convidados pela OPEP não está definida e será "o mais ampla possível", segundo o ministro do Qatar. No entanto, é improvável que os Estados Unidos, um dos três maiores produtores juntamente com a Arábia Saudita e Rússia, participe no conclave petrolífero. Os Estados Unidos têm-se alheado do debate sobre as quotas de produção e o preço do crude.

No mês passado, em Argel, a OPEP aprovou, pela primeira vez nos últimos oito anos, uma redução de produção, estabilizando a oferta diária nos 33 milhões de barris. Em Istambul, não foram referidas metas ou números concretos.

Venezuela quer pacto

A Venezuela, com uma economia refém da receita do petróleo, é um dos países exteriores à OPEP que mais tem lutado por uma política que proteja os produtores e faça subir o preço.

Após a reunião do Congresso Mundial de Energia, em Istambul, o ministro venezuelano manifestou-se otimista e registou "um consenso alargado" sobre a necessidade de um pacto que defina quotas e regule a produção. Cortes drásticos na produção enfrentam a oposiçao da Arábia Saudita que rejeita medidas que "provoquem agitação ou sobressalto no mercado".

Esta semana, o barril de brent superou a barreira dos 50 dólares (em janeiro atingiu o mínimo de 27 dólares), depois do anúncio do presidente russo Vladimir Putin de que o seu país iria aderir ao congelamento da produção. Esta quinta-feira, o brent negoceia a 51,4 dólares.