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Mercados inclinam-se para subida dos juros em dezembro nos EUA

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Os mercados financeiros aguardam esta quarta-feira a divulgação ao final da tarde das atas da última reunião do banco central norte-americano em setembro. No mercado de futuros, a probabilidade de um aumento das taxas de juro em dezembro nos Estados Unidos elevou-se para perto de 70%

Jorge Nascimento Rodrigues

A probabilidade de um aumento das taxas de juro pela Reserva Federal norte-americana (Fed), o banco central dos Estados Unidos, na reunião de 14 de dezembro subiu para 69,5% no mercado de futuros, segundo um indicador do CME Group.

Os mercados financeiros aguardam esta quarta-feira pela divulgação das atas da última reunião da Fed de 20 e 21 de setembro, procurando descortinar o sentido das posições do Comité que decide a política monetária (designado por Federal Open Market Committee, acrónimo FOMC), formado por 10 membros, e chefiado pela presidente do banco central, Janet Yellen.

A probabilidade de um novo aumento das taxas de juro acontecer já na próxima reunião de 1 e 2 de novembro é muito baixa, de apenas 8,3%, apesar de três dos 10 membros do FOMC terem votado em setembro por um aumento imediato das taxas de juro para o intervalo entre 0,5% e 0,75% (atualmente estão entre 0,25% e 0,50%, desde a subida decidida em dezembro do ano passado).

Alguns economistas norte-americanos de nomeada têm-se pronunciado por um aumento imediato. O ex-conselheiro económico do presidente Ronald Reagan, Martin Feldstein, escreveu na semana passada no 'The Wall Street Journal' as razões pelas quais a Fed "deveria aumentar os juros agora". Basicamente três argumentos: quase pleno emprego, processo de claro aumento da inflação, e 'bolha' nas bolsas, nas obrigações de longo prazo, no imobiliário e em outros ativos de risco.

Contudo, a maioria dos analistas sublinha a muito baixa probabilidade de uma decisão a poucos dias das eleições presidenciais a 8 de novembro.

Os "sinais de uma doença global" na economia mundial ainda ontem referidos pela firma de informação financeira Markit ou os avisos do Fundo Monetário Internacional (FMI) no fim de semana passado sobre uma meia dúzia de riscos sérios de médio prazo parecem não afetar a tendência para uma subida dos juros da Fed ainda este ano para um intervalo entre 0,50% e 0,75%.

A Fed divulgará as atas ao final da tarde (hora de Portugal) desta quarta-feira, já depois do fecho dos mercados financeiros na Europa. Os mercados bolsistas podem ter começado a digerir os avisos do FMI. As bolsas mundiais perderam na terça-feira 1,14%, com destaque para os índices dos mercados emergentes, da Europa e dos EUA, que recuaram 1,43%, 1,4% e 1,25% respetivamente.

As bolsas fecharam esta quarta-feira na Ásia Pacífico no vermelho, com o índice japonês Nikkei 225 a liderar as quedas, com uma descida de 1,09%.