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Crédito e depósitos caem em agosto

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Empréstimos concedidos às empresas e a particulares (crédito à habitação) continuaram a apresentar taxas de variação anual negativas em agosto, de acordo com o Banco de Portugal

Em agosto de 2016, os empréstimos concedidos pelos bancos a sociedades não financeiras e a particulares (habitação) continuaram a apresentar taxas de variação anual (tva) negativas, situando-se, respetivamente, em -2,5% e -2,9%.

De acordo com o boletim estatístico publicado esta terça-feira pelo Banco de Portugal (BdP), a taxa de juro média dos novos empréstimos concedidos a sociedades não financeiras foi de 3,14%, idêntica à do mês anterior. Nas novas operações de crédito a particulares para a finalidade habitação, a taxa de juro média foi de 1,92%, o valor mais baixo desde o início da série (janeiro de 2003).

No conjunto da área do euro registaram-se tva de 1,1% e 2,3% nos empréstimos a sociedades não financeiras e a particulares (habitação), respetivamente.

No que diz respeito aos depósitos, o BdP reconhece ser “comum observar-se um decréscimo do valor dos depósitos de particulares em agosto, mas em 2016 essa redução foi mais expressiva do que em anos anteriores”.

No final de agosto, os depósitos de particulares nos bancos residentes totalizavam 140,7 mil milhões de euros, uma redução de 2088 milhões de euros em relação ao final do mês de julho, “devido à substituição de aplicações em depósitos por outros instrumentos de poupança, nomeadamente por obrigações do tesouro de rendimento variável e certificados do tesouro”, refere o BdP.

O decréscimo dos depósitos refletiu-se numa tva de 2,8% em agosto, inferior ao valor de 3,6% registado em julho.

A taxa de juro média dos novos depósitos até um ano de sociedades não financeiras fixou-se em 0,22%. No caso dos particulares, o valor médio da taxa de juro dos novos depósitos até um ano foi de 0,36%, o que corresponde a um novo mínimo da série.

Na área do euro, a tva dos depósitos de particulares foi de 3,6%. Desde maio de 2015 que a tva dos depósitos de particulares para Portugal não apresentava um valor inferior à tva dos depósitos de particulares para a área do euro.