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“Portugal tem falta de credibilidade contratual”

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Pedro Ferraz da Costa, presidente do Fórum para a Competitividade

Alberto Frias

O Fórum para a Competitividade vai realizar a 13 de outubro, no Centro Cultural de Belém, um seminário sobre “Portugal — Uma Estratégia para o Crescimento” onde analisará as alternativas do país para os próximos 10 anos. Ferraz da Costa diz que recentemente Portugal perdeu a credibilidade nos contratos e a competitividade da economia regrediu por causa disso.

Em dois anos Portugal perdeu 10 lugares no ranking da competitividade mundial, regressando à posição que ocupava em 2010. Porque é que isso aconteceu?

Foram duas ou três coisas emblemáticas. A reversão das concessões e a alteração do modelo de privatização da TAP puseram em causa a credibilidade do Estado português em termos contratuais. Isto é grave. Se aos investidores é dito secamente: nós não vamos dar indemnizações, se quiserem contestem isso em tribunal e recebem o dinheiro daqui a 10 ou 12 anos, já com outro Governo. Isto tem repercussões. Há grandes empresas de auditoria envolvidas nas avaliações destas operações e ainda há as embaixadas de diferentes países e bancos. Por isso toda a gente começa a achar que não somos fiáveis. Em todos os países há mudanças de Governo, mas não tem de haver um rasgar tão violento do que tinha sido combinado antes. Foi criado o problema da falta de credibilidade contratual. E também foi feita a regressão de alterações estruturais. Isto de andar para trás é um sinal supernegativo para o sector empresarial. É por isso que Portugal caiu no ranking da competitividade.

Há duas visões económicas atuais sobre o país que são muito diferentes. Há quem veja o copo meio cheio e há quem o veja totalmente vazio. Onde está a verdade?

A economia é dinâmica. A verdade está no tempo perdido, que não é possível recuperar. Por exemplo, um investimento que acaba por ser feito noutro sítio já está perdido.

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