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Portugal é o quarto mais castigado por revisões

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Fundo Monetário Internacional

José Carlos Carvalho

PIB deverá crescer, este ano, menos 42% do que o FMI esperava. Pior na zona euro só Grécia, Estónia e Finlândia

As previsões de crescimento de médio prazo são, muitas vezes, uma espécie de miragem no deserto. À medida que o tempo vai passando, podem transformar-se em ‘areia’. Em época de crescimento lento — “medíocre”como lhe chamou Christine Lagarde, diretora do Fundo Monetário Internacional (FMI) — qualquer décima a menos faz sempre falta. E para Portugal, que foi uma das economias mais castigadas na Europa desde a crise financeira, os estragos são ainda maiores. A economia mundial está a perder gás e o PIB português é, na Europa, um dos que mais tem visto as suas perspetivas deteriorar-se.

Portugal é, depois da Grécia, Estónia e Finlândia, o país da moeda única onde a estimativa de crescimento para 2016 mais foi ‘cortada’ pelo FMI desde 2014. Há dois anos, o Fundo apontava para um crescimento de 1,74%. No ano passado, baixou para 1,5%. E agora já só conta com 1%. São 42% a menos, a maior parte dos quais no espaço de um ano. Embora tenha havido revisões em baixa no crescimento da generalidade das economias — e também a nível global — a economia nacional está claramente entre as mais penalizadas.

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