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O que diz Salgado

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Ricardo Salgado, ex-presidente do BES

Luis Barra

Não sabia. Não deu ordens. Não participou nas reuniões de falsificação de contas nem tinha tempo para elas. Não assinou nenhum papel.

As duas principais testemunhas que levaram à sua condenação pelo Banco de Portugal têm de ser ignoradas: Francisco Machado da Cruz é chantagista e mentiroso; e José Castela foi ouvido de forma ilegal e por isso o seu testemunho tem de ser retirado.
Estes são os principais pontos da defesa de Ricardo Salgado constantes no recurso da decisão do supervisor que obriga o ex-líder do BES a pagar uma multa de 4 milhões de euros e lhe impõe uma inibição de 10 anos. Nos documentos a que o Expresso teve acesso, Salgado tenta mostrar que era impossível ter participado nas decisões que levaram à ocultação do passivo e à falsificação da contabilidade da Espírito Santo International. Quer por não ter tempo quer por isso não estar sob a sua alçada. Por diversas vezes defende que os documentos da sociedade eram assinados por António Ricciardi e José Manuel Espírito Santo e não por ele. E que nunca participou nas reuniões que decidiram a colocação do papel comercial do grupo em clientes do BES.

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