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Fórum para a Competitividade admite que economia "enfraqueça ainda mais" no 3.º trimestre

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“Não é de excluir que no terceiro trimestre a economia portuguesa enfraqueça ainda mais, pelo que mantemos a nossa previsão de um crescimento para 2016 entre 0,5% e 0,75%”, lê-se na nota de conjuntura de setembro elaborada pelo Gabinete de Estudos do Fórum para a Competitividade

O Fórum para a Competitividade admite que a economia “enfraqueça ainda mais” no terceiro trimestre, mas mantém a previsão de crescimento entre 0,5% e 0,75% em 2016, prevendo a necessidade de medidas adicionais por parte do Governo.

“Não é de excluir que no terceiro trimestre a economia portuguesa enfraqueça ainda mais, pelo que mantemos a nossa previsão de um crescimento para 2016 entre 0,5% e 0,75%”, lê-se na nota de conjuntura de setembro elaborada pelo Gabinete de Estudos do Fórum para a Competitividade.

Recordando que, “em dois anos, Portugal perdeu dez posições no ‘ranking’ principal de competitividade devido à instabilidade política e rigidez da legislação laboral, aquela plataforma considera que “a proposta de um novo imposto imobiliário adicionar-se-ia a outras alterações fiscais negativas [como a descida do IVA na restauração, que descreve como “um erro”] e nem sequer deverá gerar receitas fiscais significativas”.

Na sua nota de conjuntura de setembro, o Fórum para a Competitividade alerta ainda que o mercado de trabalho em Portugal “parece começar a refletir o crescimento económico fraco, com algum atraso, como é habitual”, sendo prova disso a subida da taxa de desemprego em agosto de 10,9% para 11,0% (valores corrigidos de sazonalidade).

Quanto ao investimento público, diz ter atingido “um mínimo de 8,5% do investimento total, metade da média de 1999-2007”.

Se as contas externas até julho registam um valor positivo que assim se deverá manter “até ao final do ano, devido à sazonalidade”, nas receitas públicas, pelo contrário, há em termos anualizados um desvio de 2,9% do Produto Interno Bruto que o Fórum diz que “muito dificilmente poderá ser compensado do lado das despesas, o que demonstra que se ultrapassou o nível de fiscalidade que a economia [portuguesa] consegue suportar”.

Apontando os “vários avisos” lançados pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) “sobre as vulnerabilidades de Portugal” e sobre a importância de “não reverter reformas estruturais, porque isso é contrário ao crescimento e tem gerado incerteza que parece constituir um fator significativo no abrandamento do investimento”, o Fórum para a Competitividade admite que no dia 21 a agência de ‘rating’ DBRS “poderá mudar as perspetivas” para o país “de ‘estáveis’ para ‘negativas’, o que, se acontecer, terá consequências significativas”.

Liderado pelo empresário Pedro Ferraz da Costa, o Fórum para a Competitividade assume-se como “uma instituição ativa na promoção do aumento da competitividade de Portugal, através de estímulos ao desenvolvimento da produtividade nas empresas”.