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Muitos concursos mas poucos contratos

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Dos €1031 milhões de obras lançados este ano, apenas €400 milhões foram assinados

Muita parra, mas pouca uva. O número de obras públicas anunciadas está a crescer, mas os contratos fechados estão a diminuir e a demorar cada vez mais tempo a levar uma assinatura no final da última folha. Aquele ditado é popular, mas não o ambiente — cada mais tenso e pesado — que se vive entre o sector da construção e o investidor Estado. E isso percebe-se em todas as entrelinhas dos relatórios mensais produzidos pelas organizações desta área de atividade, assim como nas declarações dos seus dirigentes. “Não há a mínima dúvida. Estamos perante um desinvestimento claro e continuado do Estado na construção e nas obras públicas. Neste momento atravessamos o segundo mínimo histórico dos últimos 15 anos em termos de volume de atividade.” A conclusão é de Reis Campos, presidente da CPCI — Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário.

Logo em seguida rega o discurso com números para justificar o seu argumento. Explica que, nos primeiros oito meses de 2016, foram publicados em “Diário da República” 1590 anúncios de abertura de concursos de empreitadas de obras públicas, que totalizam €1031 milhões — um aumento de 24% face ao período homólogo de 2015. “Quem ouvir isto fora de contexto até pode dizer: ‘Sim senhor. O investimento público está bem e recomenda-se’.” Acontece, porém, que nos mesmos oito meses deste ano o valor total dos contratos realmente celebrados — e reportados no Observatório das Obras Públicas — ascende a €400 milhões de euros, “ou seja, uma quebra de 10% em comparação como mesmo período do ano passado”.

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