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Banca termina imóveis de construtores falidos

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A maior parte dos imóveis que estão a ser retomados encontravam-se já em fase de acabamentos o que implicou um menor esforço de investimento por parte da banca

Nuno Fox

A falta de edifícios novos no mercado está a levar os bancos a investir nestes empreendimentos

Marisa Antunes

Jornalista

A crise que levou à falência centenas de empresas do sector da construção deixou os bancos, os seus principais credores, com milhões de euros em imóveis inacabados que começam agora a entrar no mercado. A procura crescente que se sente atualmente — todos os dias são vendidas 355 casas, em média (números do INE) — está a dar o impulso que faltava às instituições bancárias para avançarem elas próprias diretamente para a promoção.

Os principais grupos de mediação imobiliária que trabalham com os bancos, confirmam esta tendência. “Muitos empreendimentos inacabados na posse da banca estão a ser comprados por construtores e outros são terminados pelos próprios bancos para os colocar no mercado tirando partido da procura que tem crescido bastante nos últimos dois anos”, aponta Miguel Poisson, administrador da ERA Portugal.

João Martins, diretor-geral da Maxfinance, consultora financeira do grupo Remax, reforça, lembrando que atualmente cerca de 70% dos imóveis que a banca tem na sua carteira são não-residenciais, existindo atualmente uma pressão muito grande para corresponder às necessidades do mercado a nível habitacional: “Tudo o que é residencial e em boas localizações, está a esgotar-se. Em contrapartida, os bancos possuem ainda muitos terrenos para construção e empreendimentos que não chegaram a concluir-se. E o que todos os bancos gostariam de fazer, seria vender o produto tal como está, pois o core da banca não é a construção”. O responsável da Maxfinance explica ainda que para quem não vende o produto inacabado e não o quer manter no seu stock, “ou avança diretamente para a construção ou estabelece parcerias com um construtor de referência, financiado a 100% e a obra é colocada, em conjunto, no mercado”.

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