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“Seria desejável que a RTP tivesse um orçamento reforçado”

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Nuno Artur Silva Administrador da RTP

Alberto Frias

A meio do atual mandato da administração presidida por Gonçalo Reis, Nuno Artur Silva, o administrador da RTP com o pelouro dos conteúdos, fez ao Expresso um primeiro balanço ao trabalho já feito. Mas com os olhos no futuro: onde deve estar e o que dever ser o serviço público, o processo de renovação de audiências e a convicção de que a RTP precisa, no futuro, de um orçamento maior para poder cumprir a sua missão. “Um pequeno aumento da Contribuição Audiovisual bastaria”, diz.

Em que fase está o projeto desta administração?

Estamos a meio do mandato. O trabalho que estamos a fazer é de fundo, estrutural, e isso demora o seu tempo. Porque o desafio é ter uma empresa de media que tem de ser ágil, responder ao desafio tecnológico, às mudanças de hábitos de consumo, estar na linha da frente da inovação, sintonizada com o seu tempo e, ao mesmo tempo, ter um compromisso de estabilidade.

O que encontraram?

Vínhamos de uma administração que, numa primeira fase, tinha tido na agenda a privatização de um canal, depois a concessão e, no fim, uma conceção de RTP focada na TV em detrimento da rádio, com grande preocupação na audiência da RTP1 e concorrencial com os privados. A nossa estratégia é radicalmente diferente: a RTP é o conjunto dos seus canais de TV, Rádio e multimédia.

Disse que era provável que as primeiras mexidas levassem a RTP a perder algum público, mas que depois recuperariam. Isso já está a ocorrer?

Se os canais privados têm uma lógica de mercado em que as maiorias ditam audiências, cabe ao serviço público não ficar refém dos conteúdos que só respondem à vontade das maiorias. Temos de mostrar que há mais formatos e variedade nos mais diferentes géneros. Estamos a tentar dar algo de novo que, esperamos, daqui a algum tempo, nos dê novas audiências e mais diversificadas.

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