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Portela+1 já só depende da Força Aérea

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Base Aérea do Montijo

José Caria

Regulador e Defesa já entregaram estudos sobre o aeroporto complementar no Montijo. Executivo em negociações com a Força Aérea

Filipe Santos Costa

Filipe Santos Costa

Jornalista da secção Política

É sobretudo por causa de negociações que ainda decorrem com a Força Aérea que a decisão sobre o aeroporto complementar ao da Portela no Montijo não foi anunciada. O Governo já recebeu parte dos estudos técnicos que lhe permitirão negociar com as diferentes entidades e decidir. De acordo com uma fonte governamental, a Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC), que tinha sido chamada a pronunciar-se sobre a evolução do tráfego aéreo e previsões de crescimento para apurar o nível de urgência da decisão, já concluiu a sua análise — que o Expresso pediu, mas o Governo e o regulador não divulgaram. Mas também ao nível da reconfiguração do espaço aéreo na região de Lisboa já há conclusões do grupo de trabalho que juntou o Ministério do Planeamento e das Infraestruturas com o Ministério da Defesa Nacional, adianta a mesma fonte. Em avaliação ainda se encontra a necessidade de haver um estudo de impacto ambiental.

A fase agora é de análise, mas principalmente de negociações, lideradas pelo Ministério do Planeamento e das Infraestruturas e que decorrem com a Força Aérea, mas também com a Vinci, dona da ANA, e com as autarquias.

O anúncio da abertura da Base Aérea do Montijo aos voos comerciais — funcionando como aeroporto complementar à Portela, vocacionado para companhias low cost — estava previsto para o último trimestre deste ano, confirmaram ao Expresso fontes que têm acompanhado o processo. A decisão do Governo está tomada, garantem as mesmas fontes, e o acordo com a ANA também está assegurado. A questão não é saber se a solução avança, mas sim quando e como. Só alguns pormenores que ainda estão por limar com a Força Aérea obrigaram o ministro Pedro Marques a cautela extra. “Não são problemas, mas são questões que tem de ser resolvidas”, adianta ao Expresso um elemento envolvido no processo. O calendário previsto não deverá derrapar mais do que “poucos meses”. A expectativa é que o anúncio da solução Portela+Montijo, já não sendo feito até ao final deste ano, seja feito pelo Executivo logo no início de 2017.


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