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O que fazem as taxas de juro negativas às economias?

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O tempo começa a escassear para evitar que os benefícios que os estímulos monetários trouxeram sejam liquidados pelas distorções que provocaram

A política de taxas de juro negativas ou em zero por cento está a colocar os mercados financeiros de pernas para o ar. O problema são as distorções que esta política monetária supostamente excecional já provocou ou que ainda pode provocar se perdurar, alerta um estudo de quatro economistas do Banco Mundial publicado esta semana em Londres pelo Centre for Economic Policy Research. O artigo de Carlos Arteta, M. Ayan Kose, Marc Stocker e Temel Taskin realiza um balanço das consequências das políticas de juros negativos por parte dos bancos centrais.

Os países com taxas negativas fixadas pelos seus bancos centrais representam hoje 25% do PIB mundial. No mercado da dívida pública, mais concretamente na Suíça, Alemanha, Japão, Holanda e França, os títulos com remuneração negativa representam mais de 60% do total. O que significa que os investidores pagam uma taxa aos Estados para adquirirem e manterem em carteira aquelas obrigações. No caso português, não há taxas negativas nas obrigações e apenas em Bilhetes do Tesouro que são dívida de curto prazo.

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