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Ministro da Economia falha inauguração de têxtil, placa teve de ser alterada

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Caldeira Cabral, ministro da Economia

Caldeira Cabral avisou quinta-feira à tarde que não podia comparecer. Data da inauguração já tinha sido alterada três vezes

Manuel Caldeira Cabral, o ministro da Economia que se orgulha de já ter feito 100 mil quilómetros no carro do Ministério a visitar mais de 200 empresas em todo o país, falhou esta sexta-feira de manhã à inauguração de uma unidade da têxtil Érius, em Riba de Ave, Famalicão.

O ministro só ao fim da tarde de quinta-feira avisou que não poderia comparecer, depois de a data ter sido por três vezes alterada e ajustada em função da sua agenda.

A placa da inauguração teve de ser removida e mudada à última hora. Em vez do ministro da Economia, a placa eterniza o nome de Paulo Cunha, presidente da Câmara de Famalicão, como a figura que presidiu à cerimónia.

Segundo a empresa, o gabinete do ministro alegou "uma reunião de emergência" em Lisboa.

Um exemplo de renovação

O caso da têxtil de malhas circulares Érius (grupo Valerius) combina um caráter simbólico e emblemático com a virtude do investimento de dois milhões de euros e mais 120 postos de trabalho. É que a unidade recupera equipamento e instalações de uma outra têxtil falida, a Filobranca, num sinal de que o sector se reconverte e renova.

Há dois anos, a falência da Filobranca gerou 150 desempregados. Quatro meses depois, a Érius adaptava a base ao seu layout e acolhia os antigos operários no seu universo laboral de 220 empregos.

Especialista no fabrico de vestuário em malha circular, a Érius conta com uma carteira de 55 clientes em 20 mercados e exporta toda a sua produção. Na sua lista de clientes, figram marcas de luxo como a Versace, Diesel, Karl Lagarfeld, Moschino ou Tommy Hilfinger.

No local, a versão que circulava relacionava a ausência de Caldeira Cabral com a manifestação impetuosa de que a secretária de Estado da Educação, Alexandra Leitão, fora alvo no início da semana, em Celorico de Basto, um concelho não muito distante de Famalicão, por causa do encerramento de uma escola básica.

O gabinete do ministro, contactado pelo Expresso, referiu que " um compromisso de agenda totalmente inadiável e exterior ao ministério" impediu a comparência do ministro. A empresa foi "atempadamente avisada e aceitou perfeitamente a justificação". E a nota de agenda divulgada ao fim do dia "já não incluía a visita do ministro", acrescentou o gabinete.