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Bruxelas nega ter ordenado despedimentos no Novo Banco

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A Comissão Europeia diz que os compromissos assumidos no plano de reestruturação do Novo Banco foram propostos pelo governo português. Rejeita assim ter exigido a saída de mais 500 trabalhadores do antigo BES

O Jornal de Negócios noticiou esta sexta-feira que, se o Novo Banco não for vendido até ao final do ano, terá que reduzir mais 500 postos de trabalho por exigência de Bruxelas. A Comissão Europeia nega ter imposto esta medida e atribui a responsabilidade de futuros cortes a compromissos assumidos pelo governo português.

“Estes compromissos são submetidos pelo Governo português. Não são impostos pela Comissão. É no interesse do Estado-membro assegurar que é capaz de cumprir os compromissos incluídos na autorização da ajuda de Estado”, afirmou ao Expresso, Ricardo Cardoso, porta-voz da Comissão Europeia.

A mesma fontre oficial acrescentou ainda: “No contexto da decisão da Comissão, tomada em dezembro de 2015 sobre o Novo Banco, no sentido de permitir que a Comissão estendesse o prazo para a venda do Novo Banco face às regras das ajudas de Estado, Portugal comprometeu-se com medidas adicionais que lidassem com as distorções de concorrência”.