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BPI fecha hoje mais 25 agências

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Nuno Fox

Na despedida de setembro, 25 agências do BPI despedem-se dos clientes. Norte e centro são as regiões mais afetadas

O BPI fecha esta sexta-feira mais 25 agências, que se somam às 27 encerradas no primeiro semestre. O banco executa a política de emagrecimento de estrutura que tem sido comum ao sector bancário, levando à saída de trabalhadores.

Dos 25 balcões do BPI que já não abrem em outubro, nove estão localizados na região Centro (Fornos de Algodres, Vila Nova Tazém, Arganil, Tábua, Miranda do Corvo, Óbidos, Torres Vedras - Sul, Cadaval, Torres Novas - Santa Maria) e dois na Madeira (Funchal - Ajuda e Funchal - Largo da Igrejinha).

Já na zona Norte fecham mais oito agências (Viana do Castelo - Darque, Braga - Maximinos, Ronfe, Maia - zona industrial, Vila Boa do Bispo, Pinhão, Lourosa - Vendas Novas e Cucujães) e na zona Sul outras seis (Carcavelos, Álvares Cabral, Vale de Milhaços, Atalaia, Santo André e Faro - Montenegro), segundo a informação a que a Lusa teve acesso.

BPI com 533 agência

Os trabalhadores destes balcões estão a ser transferidos para outros balcões da mesma zona. Com estes encerramentos, e tendo em conta os valores de final de junho, o banco fica agora com uma rede com 533 unidades de contacto com os clientes, entre balcões, centros de investimento e centros de empresa.

No fim de junho, o BPI declarava 5.846 funcionários. O plano do banco é fechar 2016 com menos 300 trabalhadores, estando em curso um programa de reformas antecipadas.

Após a aquisição pelo CaixaBank, o BPI sofrerá um novo ajustamento que conduzirá à dispensa de mais umas centenas de funcionários.

Razia na banca

Já no banco público, a Caixa Geral de Depósitos em 2015 saíram 448 pessoas, ao abrigo do programa de reformas antecipada. O plano 2017/20 é a redução de 500 trabalhadores.

No final de junho, a CGD tinha 760 agências em Portugal. Já quanto ao número de trabalhadores, os últimos dados indicam 9.899 pessoas.

Quanto ao BCP, depois de nos últimos anos terem saído milhares de trabalhadores, no primeiro semestre de 2016 já saíram 57. O banco tinha no final de junho 7.402 colaboradores e 646 sucursais.

Já o Novo Banco tem o compromisso de reduzir em 1.000 pessoas o número de efetivos até fim deste ano. Mas, a Comissão Europeia, no caso do banco não ser vendido, acha o número insuficiente e exige mais 500 saídas.

No final de junho, o banco que herdou ativos do ex-BES tinha 5.885 trabalhadores.

O Santander Totta disse, em julho, que espera a saída de 150 trabalhadores até início de 2017. Até junho já tinham saído 70 pessoas. Em junho, o banco tinha 6.700 trabalhadores, incluindo aqueles com que ficou do Banif.

O Montepio tem estado em modo de redução de estrutura, tendo diminuído em 350 o número de trabalhadores no primeiro semestre. A comunidade laboral está nos 3.500.