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Wall Street abre no vermelho. Ásia e Europa com ganhos

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Os índices bolsistas de Nova Iorque abriram esta quinta-feira com perdas de 0,1%. Os analistas de Wall Street querem mais detalhes sobre o acordo da OPEP. Tóquio liderou subidas na Ásia. Na Europa, Madrid, Milão e Moscovo registam os ganhos mais elevados

Jorge Nascimento Rodrigues

As bolsas de Nova Iorque abriram em terreno negativo, ainda que ligeiro. Os analistas de Wall Street querem mais detalhes sobre o acordo em Argel para o restabelecimento de um teto de produção dos membros do cartel da Organização dos Países Exportadores de Petróleo. Os mercados financeiros aguardam pelas declarações da presidente da Reserva Federal norte-americana que hoje testemunhará perante a Comissão de Banca e Economia do Congresso. Ontem esteve perante a Comissão de Serviços Financeiros da Câmara de Representantes onde foi acusada de colocar o banco central ao serviço da conjuntura política.

Na Ásia e na Europa, o efeito do acordo obtido na reunião informal de Argel continua a animar as bolsas. O índice Nikkei 225, da bolsa de Tóquio, liderou esta quinta-feira as subidas nas praças da Ásia, que, com exclusão de Mumbai, fecharam em terreno positivo.

Na Europa, a crise do Deutsche Bank, o banco alemão que é considerado o de maior risco sistémico à escala mundial, recuou desde a sessão de ontem. A subida de 1,05% do preço do barril de petróleo de Brent ao longo da sessão de hoje está a animar as praças europeias e do Médio Oriente.

Os índices de Moscovo (RTSI em dólares) e de Riade (Tadawull) estão a liderar as subidas na Europa e Médio Oriente, com subidas de 2,3% e 1,6% respetivamente. Na zona euro, à hora de abertura de Nova Iorque, os índices MIB de Milão e Ibex 35 de Madrid estão à frente no movimento altista, com ganhos acima de 1%. O PSI 20 negoceia a subir 0,9%.

No entanto, o importante índice Dax, alemão, poderá cair para terreno negativo. Na bolsa de Frankfurt, o Deutsche Bank continua a valorizar-se, depois da queda da cotação para 10,18 euros durante a sessão de terça-feira. O limiar crítico é a cotação de 10 euros, segundo os analistas alemães. O stresse virou-se para outro banco, o Commerzbank, cuja cotação está a cair hoje mais de 2%.

  • O índice global ganhou 0,33% esta quarta-feira, com destaque para as subidas dos índices da Europa e dos Estados Unidos. O recuo no stresse com o Deutsche Bank alemão e o acordo para um novo teto de produção da OPEP alimentou o movimento alista