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Confiança dos consumidores aumenta em setembro e clima económico estabiliza

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A recuperação do indicador de confiança “deveu-se ao contributo positivo de todas a componentes, perspetivas relativas à evolução da situação económica do país, da situação financeira do agregado familiar, da poupança e do desemprego”, diz o Instituto Nacional de Estatística

O indicador de confiança dos consumidores aumentou em setembro, após ter diminuído nos três meses anteriores, e o clima económico estabilizou, depois de ter crescido em julho e agosto, de acordo com dados divulgados esta manhã pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

De acordo com o INE, o indicador de confiança dos consumidores (calculado através de inquéritos a particulares) recuperou em setembro para os -12,4 pontos (-13,3 pontos em agosto e -13,0 pontos em julho).

"A recuperação do indicador de confiança dos consumidores em setembro deveu-se ao contributo positivo de todas a componentes, perspetivas relativas à evolução da situação económica do país, da situação financeira do agregado familiar, da poupança e do desemprego", refere o INE.

O indicador de clima económico (calculado através de inquéritos a empresas de vários setores de atividade), por sua vez, estabilizou em setembro nos 1,4 pontos, depois de ter aumentado em julho e em agosto (para 1,3 e 1,4 pontos, respetivamente).

"No mês de referência, o indicador de confiança estabilizou na indústria transformadora, verificando-se aumentos na construção e obras públicas, no comércio e nos serviços", reporta o Instituto Nacional de Estatística.

Segundo o instituto, o indicador de confiança da indústria transformadora "estabilizou, após ter aumentado de forma ligeira entre junho e agosto, verificando-se um ligeiro contributo positivo dos saldos das opiniões sobre a procura global e das apreciações sobre a evolução dos 'stocks' de produtos acabados e um ténue agravamento das perspetivas de produção".

Já o indicador de confiança da construção e obras públicas aumentou entre julho e setembro "em resultado, no último mês, do contributo positivo das duas componentes, opiniões sobre a carteira de encomendas e perspetivas de emprego", enquanto o indicador de confiança do comércio "tem vindo a aumentar desde abril, refletindo nos últimos dois meses o contributo positivo do saldo das opiniões sobre o volume de 'stocks' e sobre o volume de vendas".

Quanto ao indicador de confiança dos serviços, aumentou em setembro e agosto, após ter diminuído nos três meses anteriores, "devido à evolução positiva das apreciações sobre a evolução da carteira de encomendas e sobre a atividade da empresa".

Os indicadores de confiança do INE são calculados através de médias móveis de três meses dos saldos de respostas extremas a inquéritos. Um número negativo significa que houve mais respostas pessimistas do que otimistas.

Não considerando médias móveis de três meses, o indicador de confiança na indústria transformadora recuperou em setembro.