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Investimento em imobiliário comercial cai para €872 milhões no 1º semestre

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A quebra do investimento foi de 19% e - quanto à origem - na frente está a França, com 27% do total, o mesmo que o proveniente do Reino Unido, seguido dos Estados Unidos (21%), Espanha (12%), Portugal (7%) e outros (6%)

O investimento em imobiliário comercial em Portugal ultrapassou os 872 milhões de euros nos primeiros seis meses do ano, uma quebra de 19% face ao período homólogo de 2015, revela um estudo hoje divulgado.

No entanto, “ainda que este valor demonstre uma queda de 19% face ao primeiro semestre de 2015, quase que triplica a média transacionada de janeiro a junho em Portugal nos últimos dez anos”, revela o estudo da Cushman & Wakefield, Marketbeat Portugal Outono 2016.

O estudo, que analisa os setores de escritórios, retalho, industrial, residencial e hoteleiro, bem como a atividade de investimento imobiliário em Portugal, indica que “a dinâmica do setor ao longo de 2016 reflete um mercado que é cada vez mais atrativo para investidores institucionais e particulares”.

O valor médio por negócio subiu 31% no primeiro semestre deste ano, face ao semestre homólogo do ano passado, situando-se nos 46 milhões de euros, triplicando a média dos últimos dez anos.

Esta evolução, destaca o estudo, “é fruto de um maior número de portfolios transacionados: num total de 19 operações fechadas no primeiro semestre, nove eram referentes a portfolios de ativos”.

No que se refere ao investimento por setor de atividade, o mercado de escritórios teve um peso de 51% no semestre em análise, seguido pelo retalho, com 47%.

Relativamente à origem do capital, o estudo refere que o investimento estrangeiro “teve um peso muito significativo” nos volumes de investimento registados no primeiro semestre do ano, com 93% do volume de negócios a ter origem em investidores não nacionais.

O volume de investimento por parte dos investidores franceses foi de 27%, o mesmo que o proveniente do Reino Unido (27%), seguido dos Estados Unidos (21%), Espanha (12%), Portugal (7%) e outros (6%).