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Bolsas. Ásia fecha no vermelho. Europa em alta

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A Bolsa de Tóquio liderou as quedas na Ásia Pacífico esta quarta-feira. O índice da zona euro Eurostoxx 50 ganha 1,4%. Bolsa de Milão lidera subidas. Deutsche Bank recupera. PSI 20 em linha com trajetória europeia

Jorge Nascimento Rodrigues

Esta quarta-feira as bolsas da Ásia e da Europa estão de costas viradas. As praças asiáticas fecharam predominantemente no vermelho, com a bolsa de Tóquio a liderar as quedas, e a Europa abriu em alta, com o índice Eurostoxx 50, das cinquenta principais cotadas da zona euro, a avançar 1,4% pelas 9h (hora de Lisboa). Os futuros em Wall Street estão em terreno positivo, indiciando uma abertura com ganhos quando as bolsas de Nova Iorque abrirem pelas 14h30 (hora de Portugal).

Na Europa, o índice MIB de Milão está a liderar o movimento altista, registando um avanço de quase 1,4%. Em Frankfurt, a cotação do Deutsche Bank (DB), que tem estado em foco, está a liderar as subidas na bolsa, com ganhos de 3,6%. O jornal alemão 'Die Zeit' especulava sobre um alegado plano de contingência do governo de Ângela Merkel para evitar o colapso financeiro do DB.

A bolsa italiana está em alta, apesar das previsões macroeconómicas terem sido revistas para 2016. Em baixa para o crescimento económico, que deverá situar-se em 0,8% e não em 1,2% inicialmente previsto. Em alta foram revistos o défice orçamental que subiu de 2,3% para 2,4% e o rácio da dívida pública no PIB que passou de 132,4% para 132,8%. Entretanto o stresse político diminuiu em Itália com o adiamento da marcação do referendo constitucional de novembro para 4 de dezembro.

Em Lisboa, o índice PSI 20 está em linha com a trajetória europeia, registando uma subida de 0,9%. As ações do BCP lideram as subidas, com um ganho de mais de 3%, face à esperada conclusão de um acordo com o grupo financeiro chinês Fosun para subscrição de um aumento de capital do banco.

À espera de sinais da reunião da OPEP em Argel

A animação na Europa parece estar a dever-se ao afastamento do espectro do Deutsche Bank se tornar no 'Lehman' alemão e ao curso do preço do barril de petróleo de Brent que já subiu 1,9% esta quarta-feira, estando o seu preço em 46,8 dólares. A evolução do preço do barril depende esta quarta-feira do resultado da reunião informal em Argel a partir das 15 horas (hora de Portugal) entre membros da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) e não membros (como a Rússia) à margem do Forum Internacional da Energia.

O preço tem flutuado em função da especulação sobre a possibilidade ou não de um acordo, nomeadamente entre a Arábia Saudita e o Irão, para uma gestão da oferta, que continuará largamente excedentária até final de 2017, caso não haja "uma intervenção" por parte dos exportadores, avisou a Agência Internacional de Energia. Para muitos analistas, a possibilidade de acordo está adiada até à cimeira do cartel petrolífero a 30 de novembro. O preço do barril de Brent subiu 25% desde início do ano, mas caiu 5,4% em setembro, até à data.

Na Ásia, o índice Nikkei 225 fechou a perder 1,3%, com os investidores preocupados com o efeito negativo das taxas de juro negativas do Banco do Japão (BoJ) no sector financeiro nipónico. No entanto, o primeiro-ministro Shinzo Abe assegurou que governo e BoJ estão em sinergia no combate à deflação. O banco central japonês decidiu recentemente influir nas expetativas de inflação de médio prazo colocando como objetivo que a economia ultrapasse a meta de inflação de 2%. O Fundo Monetário Internacional endossou ontem esta viragem realizada pelo BoJ, no capítulo sobre política monetária do 'World Economic Outlook'. Nele recomenda a ultrapassagem "modesta" e "temporária" das metas de inflação dos bancos centrais para combater a desinflação.

As bolsas de Xangai e Shenzhen, na China, fecharam com perdas, bem como a bolsa coreana de Seul. Ligeiramente acima da linha de água fechou o índice Hang Seng da bolsa de Hong Kong. Em Sydney, o índice ASX 200 ganhou 0,12%. Os índices da bolsa de Mumbai estão também em terreno positivo, em torno de 0,3%.