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Bolsas mundiais subiram pelo segundo dia consecutivo

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O índice global ganhou 0,33% esta quarta-feira, com destaque para as subidas dos índices da Europa e dos Estados Unidos. O recuo no stresse com o Deutsche Bank alemão e o acordo para um novo teto de produção da OPEP alimentou o movimento alista

Jorge Nascimento Rodrigues

A capitalização bolsista mundial subiu 0,33% esta quarta-feira, um pouco mais do que no dia anterior, segundo os índices do dia agora divulgados pela MSCI. As bolsas mundiais sobem pelo segundo dia consecutivo.

A situação foi, no entanto, ‘mista’. Nas bolsas da Ásia Pacífico registaram-se perdas de 0,78%, segundo o índice MSCI para a ‘região’, enquanto na Europa, em Nova Iorque e nas economias emergentes os índices respetivos subiram.

A sessão de quarta-feira foi animada por um recuo do stresse na Europa em torno do Deutsche Bank alemão e pelo efeito global positivo nos mercados financeiros do acordo conseguido em Argel na reunião informal dos membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) para o restabelecimento de um teto de produção mensal. O preço do barril de petróleo de Brent disparou 7,2% fechando em 49,27 dólares.

Se a Ásia Pacífico fechou no vermelho, com o principal índice da bolsa de Tóquio, o Nikkei 225, a perder 1,3%, a Europa interrompeu três sessões consecutivas no vermelho, com o índice MSCI respetivo a registar um ganho de 0,63%, o mais elevado do dia.

O índice Eurostoxx 50, das cinquenta principais cotadas na zona euro, fechou a subir 0,66%. O stresse sobre o Deutsche Bank reduziu-se, com as ações em Frankfurt a avançarem 2%. O PSI 20, na bolsa de Lisboa, subiu 0,92%, com a Mota Engil a liderar as subidas, com um ganho de mais de 3%.

Em Nova Iorque, os principais índices fecharam em terreno positivo. O Dow Jones 30 subiu 0,61%, o S&P 500 ganhou 0,53% e o Nasdaq avançou 0,24%. O índice MSCI para os Estados Unidos subiu 0,53%.

As maiores subidas acima de 1% nas principais praças financeiras registaram-se esta quarta-feira em São Paulo, com o iBovespa a ganhar 1,7%, e em Toronto com o S&P/TSX a avançar 1,2%.

O acordo entre os membros da OPEP na reunião informal de Argel para um novo teto da produção do cartel em 32,5 milhões de barris por dia animou os mercados financeiros depois de ter sido dado esta semana como impossível em virtude das divergências entre a Arábia Saudita e o Irão. O teto para cada membro do cartel será fixado na cimeira da organização a 30 de novembro. Nessa altura, a OPEP procurará um entendimento com não membros, como a Rússia.

De Washington acabou por não haver novidades em política monetária esta quarta-feira durante o testemunho semestral da presidente da Reserva Federal (Fed) perante a Comissão de Serviços Financeiros da Câmara de Representantes do Congresso norte-americano. Janet Yellen, a presidente da Fed, repetiu que subidas das taxas de juro atuais não têm um calendário fixo e que a sua equipa se inclina para uma decisão ainda este ano, se nenhum risco novo significativo surgir. Yellen rejeitou, também, as acusações do candidato presidencial Donald Trump, de que a Fed estaria a agir politicamente e, em particular, que a governadora Lael Brainard estaria em contacto com a candidata Hillary Clinton.