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Alemanha não vai resgatar Deutsche Bank

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DANIEL ROLAND/GETTY

As especulações de uma intervenção na instituição bancária foram desmentidas

O Governo alemão não está a preparar um plano para ajudar o banco Deutsche Bank, indicou esta quarta-feira o Ministério das Finanças, desmentindo informações da imprensa alemã.

“O Governo não está a preparar um plano de resgate. São especulações sem fundamento”, indicou o ministério numa declaração, após o jornal “Die Zeit” ter indicado esta quarta-feira que Berlim e as autoridades competentes estão a preparar um plano de urgência caso o grupo bancário não consiga o dinheiro necessário para enfrentar os seus problemas jurídicos.

“Apesar de todos os desmentidos, o Governo alemão e as autoridades de supervisão financeira competentes preparam um plano de resgate caso a situação no Deutsche Bank se torne crítica”, refere o jornal, num artigo que será publicado na quinta-feira, segundo a AFP.

“Funcionários de alto nível em Berlim, Bruxelas e Frankfurt estão a trabalhar, atualmente, num conceito” que deve “entrar em vigor se o Deutsche Bank necessitar de capital suplementar para resolver as disputas na justiça e não conseguir recursos necessários no mercado”, refere o “Die Zeit”, que não cita fontes.

A justiça norte-americana reclama do Deutsche Bank o pagamento de 14 mil milhões de dólares para resolver um antigo litígio nos Estados Unidos, montante que poderá, no entanto, vir a ser reduzido em negociações.

O Deutsche Bank é acusado, como outros grandes bancos, de ter vendido antes do início da crise financeira de 2008 créditos imobiliários convertidos em produtos financeiros, apesar de saber que não tinham qualidade.

O plano de urgência prevê a venda de algumas atividades do Deutsche Bank a outros institutos financeiros, afirma o Die Zeit.

“Em caso de extrema urgência, o Estado assumiria uma participação direta no banco”, acrescenta, referindo que está em discussão “uma participação do Estado alemão a rondar os 25%”.

“Trata-se por enquanto de simulações” e Berlim continua “a esperar que o banco saia desta situação sem apoio”, sublinha o “Die Zeit”.