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Startup portuguesa cria sistema portátil de diagnósticos para tuberculose e zika

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A Nano4. um startup portuguesa sediada em Lisboa, quer liderar a nível mundial a nova geração de diagnósticos para doenças infecciosas e cancro

Fazer os diagnósticos clínicos moleculares de doenças como a tuberculose, zika ou cancro de uma forma rápida, fiável e a baixo custo. Esta é a inovação que a startup portuguesa Nano4 se prepara para lançar em breve no mercado mundial e que poderá mudar de forma radical a maneira tradicional de fazer diagnósticos em laboratório.

"O sistema é portátil e consiste em nanopartículas de ouro que mudam de cor quando reconhecem uma sequência de ADN que identifica a doença. Se ficar azul é negativo, se se mantiver vermelho é positivo", explica Filipe Assoreira, presidente executivo da Nano4.

O local chave de toda a investigação é a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (FCT-UNL).
Para já, o kit Nano4 TB para tuberculose irá iniciar validação clínica, para posteriormente ter a autorização da agencia reguladora. Em fase de aprovação pelas autoriades está o kit que identifica o vírus do zika e que deverá ser exportado para um país da América Latina. "O potencial é enorme uma vez que se fazem anualmente 9 milhões de diagnósticos de tuberculose e em 2020 se espera fazer 70 milhões de testes de zika", diz Filipe Assoreira. Na área do cancro, os primeiros diagnósticos vão incidir na leucemia.

O sistema da Nano4 resulta de um trabalho de investigação nos últimos 12 anos de Pedro Viana Batista e de Alexandra Fernandes. Ambos são cofundadores da Nano4 e investigadores na FCT-UNL.

Para financiar o arranque, a startup já recorreu a capital semente e deverá ser alavancada com uma segunda ronda de investimento.

Para acelerar a criação de novos produtos, Filipe Assoreira defende que as autoridades portuguesas deveriam "desburocratizar a realização de ensaios clínicos".