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Presidente da CGD diz que não foi incumbido de fazer auditoria que o Governo anunciou

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José Caria

António Domingues afirmou no Parlamento que não lhe foi encomendada nenhuma auditoria à CGD em relação à gestão do banco público desde 2000, como foi revelado que iria acontecer num comunicado do conselho de ministros do passado mês de junho

António Domingues, o novo presidente da Caixa, afirmou na comissão parlamentar de inquérito ao banco público que "não foi formalmente incumbido para fazer essa auditoria". Referia-se a uma auditoria que em comunicado de 23 de junho de 2016 o Governo determinou que iria fazer-se. Em conselho de ministros foi então decidido que a nova administração da Caixa iria "proceder à abertura de uma auditoria independente de atos de gestão da CGD praticados a partir de 2000".

O atual presidente da CGD referiu ainda que "o que está a ser feito na Caixa é um exercício rigoroso" para se apurar as necessidades de capital efetivas do banco. Ou seja, está a fazer-se "um trabalho de avaliação". Quanto à auditoria solicitada em conselho de ministros de 23 de junho, assegurou que não tem conhecimento, nem que ninguém lhe pediu ainda para o fazer.

A questão da auditoria independente à gestão da CGD a partir de 2000 voltou a ser tema da última ronda de perguntas, tendo António Domingues que esta deveria ser feita por uma entidade independente, e que já tinha informado o Banco de Portugal e o Ministério das Finanças disso mesmo. No final da Comissão Parlamentar de Inquérito, o PSD veio "desafiar" Mário Centeno a aceitar que aquela auditoria seja feita por uma autoridade externa e independente. Como, aliás, o PSD já tinha proposto, sublinhou o deputado social democrata, Hugo Soares.

Questionado sobre se a Caixa teve algum papel na investigação do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) ao banco público, António Domingues afirma que "soube pelos jornais".