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Défice público diminuiu em agosto

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Saldo das contas públicas teve melhoria de €81 milhões nos primeiros nove meses do ano face a 2015, segundo dados da direção-geral do Orçamento. Em relação a julho, encolheu 991,1 milhões

O défice das administrações públicas atigiu 3990 milhões de euros nos primeiros oito meses do ano, revelou o ministério da Finanças em comunicado. Trata-se de uma melhoria de 81 milhões de euros face a igual período do ano passado e de 991,1 milhões em relação a julho.

Explica o ministério de Mário Centeno que foi "uma redução conseguida através de um aumento da receita de 1,3%, superior ao crescimento de apenas 1% da despesa". Ao mesmo tempo, "o saldo primário das AP registou um excedente de 1 628 milhões de euros, traduzindo-se numa melhoria de 409 milhões de euros face ao mesmo período de 2015".

Na comparação com o ano passado, o défice até agosto representa 72,6% da meta para o conjunto do ano quando em 2015 representava 85,7%.

Embora o ritmo de crescimento da receita fiscal esteja abaixo do previsto no Orçamento do Estado, o governo acredita que vai recuperar até final do ano já que está afetada por alguns fatores: "A estabilização da receita fiscal do subsector Estado face a 2015 encontra-se amplamente influenciada pelo efeito da alteração do padrão mensal da cobrança de receita de IRS face a 2015. Verifica-se assim que a evolução da receita está em linha com as projeções para o conjunto do ano, refletindo neste mês o esforço que tem vindo a ser feito de reposição de rendimentos, com a eliminação da sobretaxa e conclusão dos reembolsos do IRS."

No IRS, há essencialmente dois fatores que dificultam a comparabilidade dos dados com o ocorrido em 2015: o ritmo de reembolsos (mais 344 milhões de euros) e a menor liquidação (mais 359 por cobrar em setembro e outubro).

No lado da despesa, o ministério sublinha que "manteve um crescimento inferior ao previsto no Orçamento do Estado, decorrente dos bons resultados em duas prioridades fundamentais da atual política orçamental: a racionalização do consumo intermédio e a política salarial e de emprego público".