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Violas. Uma família, três irmãos, dois destinos

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A participação no BPI é o ativo mais valioso de um dos ramos dos Violas. No outro núcleo, destacam-se a Cotesi, Solverde e Unicer

Em 2005, setembro foi um mês especialmente agitado para os três ramos da família Violas, pressionada por uma divisão de ativos que conduziria, 15 anos após a morte do fundador, à constituição de dois núcleos empresariais — a Violas SGPS, que representa o universo dos irmãos Celeste e Manuel, e a Holding Violas Ferreira (HVF), que agrega os bens de Otília. A harmonia familiar permanece inatacável, nos negócios cada núcleo pedala a sua própria bicicleta.

Em 2016, setembro voltou a ser cansativo e turbulento para o ramo Violas Ferreira, que adotou a litigância para tentar proteger a participação no BPI que lhe coubera nas partilhas familiares. “Eu só estrebucho porque tenho lá o meu dinheiro a arder”, desabafava, ao Expresso, Edgar Ferreira.

O casal Edgar/Otília recebera uma participação de 2,9%, na altura avaliada pelo mercado em €75 milhões. No ano seguinte, beneficiando da euforia gerada pela oferta do BCP, o valor escalava os €120 milhões e, nem assim, a família Violas Ferreira encarou a venda “para defender o projeto coerente de raiz nacional”. Edgar permaneceu firme ao lado de Artur Santos Silva, o banqueiro que, em 1978, incluíra Manuel Violas nos 17 eleitos para fundar a Sociedade Portuguesa de Investimentos. Acompanhou os aumentos de capital, à exceção do mais favorável aos acionistas (50 cêntimos por ação), e, em 2015, cometeu um erro de cálculo ao aplicar mais €16 milhões, acreditando que o CaixaBank subiria o preço (€1,329 euros) da primeira oferta pública de aquisição (OPA).

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