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“Vamos apoiar com €300 milhões as start-ups e o emprego em Portugal”

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O alemão Werner Hoyer estará em Lisboa no dia 26 de setembro para celebrar os 40 anos da presença do Banco Europeu de Investimento em Portugal

Foi em 1976 que o Banco Europeu de Investimento (BEI) – a instituição financeira da União Europeia, cujo capital é detido pelos Estados-membros –, apoiou o primeiro projeto em Portugal. Para celebrar os 40 anos desta cooperação, o presidente do BEI visita Lisboa na próxima semana. Mas antes respondeu (por correio eletrónico) às perguntas do Expresso. Sobre o passado, Werner Hoyer faz o balanço dos €45 mil milhões investidos pelo BEI em Portugal ao longo de quatro décadas. Sobre o futuro, anuncia novas soluções de financiamento para a economia portuguesa, como é o caso de empréstimos até €300 milhões para apoiar as start-ups e as empresas que contratam jovens e desempregados de longa duração.

Que balanço faz destas quatro décadas do BEI em Portugal?

Desde 1976, dez anos antes da adesão de Portugal à UE, que temos vindo a financiar projetos que têm um impacto direto na vida dos portugueses. O nosso primeiro projeto foi o da construção da central termoelétrica em Setúbal e desde então apoiámos mais de 800 projetos pelo país fora. Foram €45 mil milhões de financiamento em praticamente todos os sectores da economia portuguesa, desde transportes, energia, água e saneamento, indústria, investigação e desenvolvimento (I&D), agricultura, incluindo grandes e micro, pequenas e médias empresas (PME).

Olhando para trás, quais foram os investimentos mais importantes?

Todos importam porque, em conjunto, fizeram uma diferença sistémica no país. Muitos portugueses talvez não saibam que, quando usam o telefone, abrem a torneira da água, acendem a luz, apanham os transportes ou voam num aeroporto em Portugal, estão a usar infraestruturas financiadas pelo BEI. Muitos talvez até trabalhem em empresas apoiadas pelo BEI. Apoiámos a transformação dos sistemas de abastecimento de água que permitiram distribuir água de elevada qualidade pelo país. Financiámos comboios, linhas e estações ferroviárias, os metros de Lisboa e Porto, escolas, hospitais, gestão dos resíduos, telecomunicações e banda larga, energias renováveis, aeroportos ou estradas que melhoraram a vida dos portugueses nos últimos 40 anos.

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