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Não está fácil saber onde investir

Há receios de correções ou do rebentar de bolhas 
em algumas classes de ativos

Tiago Miranda

Juros negativos na dívida pública e volatilidade nas Bolsas gera incerteza

Os investidores estão apreensivos com o andamento da economia global de que dependem as trocas comerciais, essenciais para a projeção internacional das economias num mundo globalizado e com cada vez maior número de economias abertas. O crescimento mundial está a abrandar mais do que as organizações internacionais previam e isso tem um efeito psicológico significativo nos agentes económicos e contagia negativamente o ‘sentimento’ dos mercados financeiros.

As águas agitam-se sempre que novas previsões e projeções económicas surgem. A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE) reviu em baixa, esta semana, a sua previsão de crescimento mundial para este ano e aponta, agora, para 2,9%, já abaixo do limiar crítico dos 3%. Na próxima semana será a vez de o Fundo Monetário Internacional (FMI) rever em baixa as suas previsões, como já avisou a sua diretora-geral, Christine Lagarde. Em julho, o FMI previa um crescimento de 3,1% em 2016, uma décima menos do que nas suas projeções de abril. A expectativa dos analistas centra-se em saber se a nova previsão fica nos 3% ou abaixo, como já projeta a OCDE. Antes da crise global que apanhou de surpresa os responsáveis pelas previsões em 2008 e 2009, o FMI considerava que abaixo do limiar dos 3% a economia global estava em apuros.

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