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Investidores imobiliários em estado de choque

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Os investidores internacionais aguardam em suspenso o clarificar da abrangência do novo imposto sobre o imobiliário

Nuno Botelho

Encontro com António Costa consolida receios dos fundos estrangeiros

Marisa Antunes

Jornalista

Se esperança houvesse para que o polémico imposto sobre o património não avançasse, essa dissipou-se definitivamente esta semana para os grandes investidores imobiliários que asseguram os principais empreendimentos a avançar no país.

No Portugal Real Estate Summit, evento de dois dias realizado no Estoril, organizado esta semana pela revista “Vida Imobiliária”, duas centenas de representantes de promotores, familly offices e grandes fundos imobiliários (alguns à escala mundial, também presentes em Portugal, como os americanos da Blackstone e da Lone Star) tiveram a oportunidade de confrontar diretamente o primeiro-ministro António Costa com os riscos que acarreta uma medida como esta — a aplicação de um imposto sobre imóveis a partir de €1 milhão — para o sector imobiliário e para a economia, no geral. Mas não receberam a resposta que mais desejaram.
“Depois da surpresa e da incredulidade dos primeiros dias, mantivemos a esperança de que o bom senso iria vingar, mas ontem, no jantar com o sr. primeiro-ministro, percebemos que este imposto pode mesmo avançar, pondo em causa tudo o que foi conseguido até agora e que vai afetar não só o segmento mais alto mas largos milhares de portugueses que estão a beneficiar de toda esta dinâmica provocada pelos estrangeiros que estão a procurar o nosso país”, resumiu um dos participantes.

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