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Bolsas mundiais ganham mais de 2% durante a semana

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Apesar de terem fechado no vermelho na sexta-feira, os mercados de ações à escala mundial animaram-se na semana que findou com as medidas anti-deflacionistas do Banco do Japão e o adiamento da subida dos juros pela Reserva Federal. Ásia Pacifico e Economias Emergentes lideraram subidas

Jorge Nascimento Rodrigues

Os mercados financeiros estiveram animados na semana que findou graças às decisões de dois dos principais bancos centrais do mundo – em Tóquio e em Washington.

Depois de uma quarta-feira de ganhos significativos nas bolsas da “região” da Ásia Pacífico (1,94%) e de Nova Iorque (1,09%) e de uma quinta-feira ainda melhor nas bolsas da Europa (2,53%), os mercados de ações fecharam no vermelho na sexta-feira, com os investidores a tomarem ganhos depois de duas sessões de subidas acima de 1% à escala mundial.

Com o impulso dado pelas medidas anti-deflacionistas tomadas pelo Banco do Japão e o adiamento da subida das taxas de juro pela Reserva Federal norte-americana (Fed) na quarta-feira, a semana saldou-se por um ganho global de 2,2% nas bolsas à escala mundial, segundo o índice MSCI mundial (MSCI AC World).

Bancos centrais anestesiam revisão em baixa do crescimento mundial

As decisões dos dois bancos centrais anestesiaram o efeito negativo da nova previsão de crescimento mundial já abaixo do limiar de 3% para este ano pela OCDE. A organização reviu em baixa a sua estimativa para 2016, situando-a agora em 2,9%. Para a semana deverá ser conhecida a revisão em baixa pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Um crescimento mundial abaixo do limiar de 3% é considerado preocupante.

A “região” da Ásia Pacífico e os mercados emergentes lideraram as subidas durante a semana com uma subida de 3,6% dos índices MSCI respetivos. O índice para a Europa avançou 2,8% e as bolsas de Nova Iorque no conjunto (Wall Street e Nasdaq) registaram ganhos de 1,2%. O desempenho mais fraco observou-se nos mercados fronteira (que não são considerados emergentes) cujo índice MSCI subiu 1%.

Na Europa, os melhores desempenhos semanais, com ganhos acima de 3%, verificaram-se nos índices CAC 40 de Paris, ATX de Viena, AEX de Amesterdão, DAX de Frankfurt e RTSI (ações cotadas em dólares) de Moscovo.

PSI 20 ganhou 2,4%

O índice PSI 20, da Bolsa de Lisboa, ficou ligeiramente abaixo da média europeia (índice MSCI Europa), com uma subida semanal de 2,4%.

O comportamento da Bolsa de Lisboa foi similar à trajetória europeia, não tendo tido efeito negativo o regresso da especulação sobre um eventual segundo resgate a Portugal e a divulgação do relatório do FMI não acreditando que o país saía de défice excessivo (limiar de 3% do PIB) antes de 2018, sem medidas adicionais de consolidação orçamental nos dois próximos anos, e avisando que a dívida portuguesa é muito sensível a choques externos e internos, mesmo pequenos.

O efeito das decisões dos dois bancos centrais referidos anulou o potencial impacto negativo da divulgação pela Markit da sua projeção de crescimento em cadeia (de trimestre para trimestre) para o terceiro trimestre do ano na Zona Euro que aponta para 0,3%, similar ao do trimestre anterior. Ou seja, o crescimento não descola no espaço da moeda única.

À escala mundial, os melhores desempenhos semanais em bolsas registaram-se com os índices BIST 100 de Istambul, geral de Taiwan e IPC da cidade do México, com ganhos acima de 4%.