Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Fitch avisa: ambiente operacional lento de Portugal está a prejudicar desempenho da banca

  • 333

A agência de notação financeira aponta ainda a qualidade dos ativos, a "maior fraqueza do sector bancário"

A agência de classificação de risco Fitch Ratings avisou esta quinta-feira que o ambiente operacional lento de Portugal está a dificultar a banca de conseguir lucros adequados e, consequentemente, de aumentar o seu capital.

Numa nota publicada, com base num relatório sobre os riscos da banca portuguesa, a agência lembra que Portugal emergiu de uma recessão profunda em 2013 e prevê um crescimento modesto do PIB de 1,2% em 2016, passando para 1,4% em 2017.

O Santander Totta, segundo a Fitch, é o banco melhor posicionado em termos de capital, enquanto os restantes bancos portugueses “se encontram pressionados para aumentar a sua capitalização”.

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) e o Banco Comercial Português (BCP) estão num processo de fortalecimento de capital, enquanto o Montepio está a executar um plano de desinvestimento, refere a agência.

“Mas a qualidade dos ativos é neste momento a maior fraqueza do setor bancário e, na nossa opinião, torna os bancos vulneráveis aos riscos de recessão da economia portuguesa altamente endividada”, refere a Fitch.

Para a agência, uma melhoria material na qualidade dos ativos dependerá em grande parte na evolução positiva da economia em Portugal, bem como de uma recuperação dos preços imobiliários, mas “nenhum dos quais parecem promissores por agora”.

A Fitch sublinha ainda que o regulador português define "crédito em risco" como as exposições a crédito vencido há 90 dias ou mais e que de acordo com os critérios do Banco de Portugal, a exposição a crédito em risco da banca ascendeu a 12,2% da exposição total a risco no final de março de 2016.

No entanto, segundo a definição mais exigente da Autoridade Bancária Europeia, a exposição dos seis maiores bancos chegou a 19% da exposição total, acrescenta.