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Wall Street fecha em alta, com ganhos de 1%, graças a inação da Fed

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O adiamento de uma nova subida das taxas de juro pelo banco central dos Estados Unidos foi bem recebida pelas bolsas de Nova Iorque. Depois de uma trajetória de descida durante a manhã, Wall Street e Nasdaq registaram uma subida clara após a divulgação das decisões da Reserva Federal desta quarta-feira

Jorge Nascimento Rodrigues

O banco central norte-americano decidiu não subir as taxas de juro na reunião de política monetária iniciada na terça-feira e terminada esta quarta-feira de manhã (hora de Washington) e as bolsas reagiram positivamente logo que a decisão de adiamento foi conhecida ao início da tarde em Nova Iorque.

Depois de uma abertura em alta, com os três principais índices a subirem 0,4%, a trajetória foi de descida até final da manhã em Nova Iorque, chegando os índices Dow Jones 30 e Nasdaq a entrarem em terreno negativo ao final da manhã. A trajetória inverteu-se à tarde e sofreu um empurrão decisivo depois de conhecida a decisão de não mexer nas taxas de juro. O DJ 30 fechou a subir 0,9%, o S&P 500 avançou 1,1% e o Nasdaq registou um ganho de 1,03%.

Esta quarta-feira acabou por se saldar por dois eventos encarados positivamente pelas bolsas.

Os mercados da Ásia Pacífico e da Europa fecharam em alta animados pela decisão do Banco do Japão (BoJ) ao avançar com duas novas medidas de política de ‘alívio’ monetário, apontando para o controlo das yields das obrigações de longo prazo no sentido de se manterem fora de terreno negativo e flexibilizando a meta de inflação de 2% comunicando que o seu novo objetivo é superar essa meta e manter a inflação num nível acima de 2% duravelmente.

São decisões inéditas da parte do BoJ e foram bem recebidas nas sessões asiática e europeia, com o índice Nikkei 225 de Tóquio a liderar as subidas registando um ganho de 1,9%. Na Europa, o índice MIB de Milão liderou as subidas, com um avanço de 0,9%.

  • Numa decisão que era esperada pelos mercados financeiros, a reunião da Fed que terminou esta quarta-feira decidiu, uma vez mais, adiar a subida da taxa de juro. Janet Yellen, a presidente do banco central norte-americano, explica-se daqui a meia hora rem Washington

  • Na reunião que terminou esta quarta-feira, a equipa de Haruhiko Kuroda avançou com o controlo do nível de juros das obrigações nipónicas de longo prazo. Pretende mantê-lo perto de 0%. E pretende a médio prazo ultrapassar a meta de inflação de 2%