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OPA do Caixabank sobre o BPI é obrigatória e o preço pode mexer

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A Comissão do Mercado de Valores Mobiliário esclarece, na sequência da desblindagem dos estatutos do BPI, que a OPA lançada pelo espanhol Caixabank tornou-se obrigatória. O preço oferecido pode subir

Depois de a desblindagem dos estatutos do BPI ter sido aprovada, fazendo cair a limitação do uso dos direitos de voto a 20%, a oferta pública de aquisição (OPA) do CaixaBank sobre o BPI tornou-se obrigatória. E a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) já o veio dizer em comunicado.

Ao tornar-se obrigatória, porque o Caixabank passou a poder usar os 45% de direitos de voto que detém, o preço da oferta terá de ter em conta a média da cotação diária do BPI nos últimos seis meses. Ou seja, o preço será recalculado, e poderá subir. O preço que está em cima da mesa atualmente é de 1,113 euros, o que avalia o banco em 1,6 mil milhões de euros.

"Ao considerar cessados os efeitos da prova da inexistência de domínio sobre o Banco BPI, SA., anteriormente realizada perante esta Comissão pelo CaixaBank (...), e tendo em conta a alteração dos pressupostos em que baseou a referida deliberação, tomada em 20 abril de 2012", dada a desblindagem aprovada hoje, o banco espanhol passou a deter mais 33,3% do capital, o que torna a OPA obrigatória, diz a CMVM.

Tendo-se tornado a OPA obrigatória, cai por terra a possibilidade de o Caixabank poder colocar condições de eficácia para o sucesso da oferta, tem que comprar o que os acionistas venderem. Ou seja, o banco espanhol não pode, por exemplo, impor como condição que a OPA só terá sucesso se adquirir 70% do capital.

As ações do BPI estão suspensas desde esta quarta-feira de manhã, e assim irão ficar até que seja publicado o novo anúncio preliminar de OPA do Caixabank.