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BPI. Desblindagem com amplo consenso (94%)

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Alberto Frias

Os acionistas votaram, com regras diferentes, duas propostas sobre a supressão dos limites de voto. Ambas foram aprovadas

A desblindagem dos estatutos do BPI, terminando com o limite de voto a 20% do capital, gerou um amplo consenso acionista, tendo em conta os votos expressos - 94%. A Santoro, de Isabel dos Santos, absteve-se.

A assembleia geral (AG) votou, por uma questão prudencial, as duas propostas apresentadas sobre a supressão dos limites de voto - a do Conselho de Administração (CA) beneficiava de um quadro mais favorável por invocar a recente lei do governo de António Costa. Registou 94% de votos favoráveis (precisava de 66%).

A outra proposta, apresentada pela Holding Violas Ferreira (HVF), seguia os estatutos atuais, limitando a 20% os votos de cada acionista. A desblindagem foi aprovada por 88,2% dos votos (precisava de 75%).

Artur Santos Silva, presidente do BPI, referiu aos jornalistas no fim da AG, que a proposta do CA fora votada "sujeita à condição da suspensão da providência cautelar" que impedira a sua apreciação nas sessões anteriores. A HVF anunciou que retirara a providência, mas o BPI não recebeu ainda uma comunicação oficial do tribunal.

Sobre a proposta de venda de 2% do BFA à Unitel, Santos Silva referiu que o BPI "não tinha outra alternativa para desconsolidar o BFA" e obedecer às imposições do BCE. E que as instituições têm de se adaptar às novas realidades.

Na AG desta quarta feira, em Serralves, estiveram representados 502 acionistas, detendo 88,3% do capital social.

A aprovação da desblindagem permite que a Oferta Pública de Aquisição (OPA) lançada em abril pelo CaixaBank a 1,113 euros por ação siga o seu caminho, encerrando um ciclo atribulado na vida do banco.