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Moeda de troca na desblindagem de estatutos dá controlo do BFA a Isabel dos Santos

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Nuno Fox

O BPI propõe vender 2% do capital do Banco Fomento de Angola à Unitel de forma a garantir que esta vota a favor da desblindagem de estatutos do banco português

O Conselho de Administração do BPI enviou, esta terça-feira, uma carta à Unitel em que propõe a venda de 2% do capital do Banco Fomento de Angola (BFA). Em troca, a empresa de Isabel dos Santos terá que votar a da desblindagem dos estatutos do banco luso e pagar 28 milhões de euros.

Num comunicado enviado à CMVM, o BPI informa que a carta foi enviada após ter sido aprovada por unanimidade pelo Conselho de Administração, tendo apenas existindo uma abstenção. Não estiveram presentes Isidro Fainé Casas, Marcelino Armenter Vidal, Ignacio Alvarez-Rendueles, Lluis Vendrell (liagados ao Caixabank) e Mario Leite da Silva (ligado a Isabel dos Santos).

Pode ler o comunicado na íntegra aqui.

Caso a proposta seja aceite, com estes 2% o controlo do BFA passará a estar nas mãos de Isabel dos Santo, uma vez que irá deter 51,9% do capital do banco.

A Assembleia geral do BPI agendada para as 10h desta quarta-feira vai votar a desblindagem dos estatutos do banco presidido por Fernando Ulrich. É um passo fundamental para que a oferta pública de aquisição (OPA) do CaixaBank sobre o BPI avance. Existem duas propostas em cima da mesa: a do conselho de administração do banco, que prevê a aprovação da desblindagem dos estatutos com apenas 66% dos votos dos acionistas; e outra, a do grupo Violas, em que a desblindagem só é aprovado se tiver 75% dos votos a favor.

A proposta do conselho de administração foi objeto de uma providência cautelar, interposta pelo grupo Violas, o maior acionista português do BPI, com 2,7% do capital. Foi esta providência cautelar que levou ao adiamento da assembleia geral de 22 de julho e de 6 de setembro. É a última tentativa para se saber o que querem afinal os acionistas do BPI sobre o controlo do Caixabank, que tem já cerca de 45% do capital e é maior acionista. O segundo é a Santoro, de Isabel dos Santos, com 18,6%.

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