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Governo recupera banco do Álvaro

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Paulo Ferreira, secretário de Estado-adjunto, Manuel Caldeira Cabral, ministro da Economia, e João Vasconcelos, secretário de Estado da Indústria: por eles tem passado a discussão sobre o futuro da Instituição Financeira de Desenvolvimento e da Portugal Ventures

José Carlos Carvalho

Comissão Europeia está a analisar pedido do Governo para alargar atividade da Instituição Financeira de Desenvolvimento a mais empresas e a outras fontes de investimento. Operação com Banco Europeu de Investimento de quase €500 milhões já está a ser montada

Alvo de dúvidas, discussão e discórdia política (neste Governo e no anterior), o destino da Instituição Financeira de Desenvolvimento (IFD) parece estar finalmente traçado. O também conhecido por ‘banco de fomento’ não vai ser extinto, pelo contrário, vai alargar a sua atuação a outras fontes de financiamento, correspondendo ao objetivo inicial do anterior ministro da Economia Álvaro Santos Pereira.

Fonte do Ministério da Economia confirmou ao Expresso que o pedido de autorização para esse efeito foi enviado a Bruxelas ainda antes do verão e que o Governo está a aguardar pelo resultado da notificação. Para já, decorrem os trabalhos técnicos, com respostas às questões que a Comissão Europeia (CE) vai colocando. “A IFD é uma instituição financeira grossista e assim persistirá. Este pedido vai no sentido de alargar a sua atividade a outras fontes de financiamento”, explica a mesma fonte.

Até agora, o ‘banco de fomento’ só tem autorização para se financiar com fundos europeus estruturais e de investimento. O que, de acordo com o Ministério da Economia, “limita muito a sua atuação, não conseguindo chegar às mid caps (empresas de média dimensão) nem financiar-se junto de parceiros congéneres”, como a Caisse des Dépôts et Consignations em França, o Instituto de Crédito Oficial (ICO) em Espanha ou a KfW na Alemanha, ou até o Banco de Investimento Europeu (BEI).

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